Bilhares de leitores me perguntam que filme é esse. O fantasma da sessão da tarde me obriga a responder.
O Pássaro Azul é um filme muito complexo, com bichos falantes e tudo. Há fome, pobreza e trajes típicos, como convém a qualquer conto de fadas. É a história de uns irmãozinhos, que passam por inúmeras aventuras inverossímeis, em busca da felicidade (busca também inverossímil), ganhando sabedoria e autoconfiança na jornada.
A cena citada, de que todos se lembram, o encontro com os avós falecidos. Eles moram numa casinha, e fazem as mesmas coisas que em vida. Não sei a moral disso, talvez seja algo sobre a vida ser realizar, ou comer produtos sem química, vai saber.
Mas o fato é que eles só podiam fazer as cousas de sempre quando alguém pensava neles; se não pensassem, ficariam apenas dorminhando. E aparentemente não se incomodavam de serem acordados, mesmo por telefonemas bobos no meio da madrugada.
Posted by mozart at April 27, 2005 1:50 PMEstá mais pra leitores do bilhar, que qualquer outra cousa -- aliás, nem sei se existe "bilhares", mas se aceitam "biliões", então vale tudo.
Quanto ao Blue Bird, minha avó sempre contava essa história, daí lembrar do filme -- ao qual só assisti uma vez, aos oito ou nove anos.
Posted by: mozart at April 27, 2005 3:24 PMDrummond traduziu "O Pássaro Azul". Tenho aqui em casa, numa edição antiga de clássicos que ganharam o Nobel. Nunca li, mas pretendo lê-lo: recetemente li um texto de Chesterton, "A Ética dos Contos de Fadas", um trecho da "Ortodoxia", que, entre outras inclinações mais graves, me levou a olhar com mais afeição os contos de fadas. Só espero que "O Pássaro Azul" seja mesmo um conto de fadas.
(por que diabos estou lhe dizendo isso?)
Abraço.
Posted by: ludovico at April 27, 2005 3:13 PMBilhares de leitores! Isso sim é que é estar com tudo.
Abraço,
Cauê