"Mesmo com vitória, futuro político de Blair não está garantido"
Quem se elege premier pela terceira vez consecutiva, de atribulações futuras prescinde. Bastam uma casa no campo, um colchão forrado de libras e uma boa mulher. Além de meia dúzia de armas de destruição em massa para rechaçar os detratores, claro.
Porque é o que estes jornalistas merecem. Não só diminuem os méritos do maior estadista do século, como tentam nos vender chamadas cheias de inspiração do tipo: "Filha de pais muito pobres, negra Karllah afirma que venceu na vida." E uma foto de quarto de página, com a Karllah sorrindo no seu escritório com prateleiras de código civil comentado.
Ame o que você tem, sim, mas não vamos nos empolgar à toa. Essa mania de afirmar que venceu na vida por qualquer miudeza. Já foi à lua? Inventou a pedra filosofal? Unificou os campos? Escreveu na árvore um livro sobre como fazer amigos e influenciar pessoas? Fotografou?
Mas ok, simpatia, digamos que você realmente venceu na vida, pois tivemos o desprazer de topar com os quadros feios de tua sala. Bem, considerando-se que seu padrão anterior era a favela, não tinha muito como perder, não é?
Ah, mas alcançaste um alto cargo? E daí? Com um monte de contas, filhos pra criar, qualquer um arranja as ganas de passar num concurso bonito. Não fez mais que obrigação, não tem mérito nenhum.
Quero ver élan sendo filho de ricaços, destes que acendem charuto com nota de cem. Dispor-se a fazer grandes coisas sem a menor necessidade de levantar o traseiro. Isto, sim, exige vontade de potência, espírito criativo, personalidade.
O resto não é melhor do que um animal se levantando porque é hora da caça. Não é louvável, nem nada incrível, é animalismo. Clap Clap.
Posted by mozart at May 5, 2005 12:21 PM