"Não creio num Deus sem salame", já dizia o renascentista, e acho muito bonito que todo povo tenha descrenças específicas, de caráter tão pouco zoomórfico. O Deus português não só usa tamancas e deixa um lápis atrás da orelha, como rouba no troco, usa bigode e tem cabelo no sovaco mesmo se for mulher.
O Deus brasileiro, fácil constatar, come farofa, bebe cachaça e mora num conjunto habitacional especialmente projetado por Oscar Niemeyer. Trata-se de um Deus muito lamentável, mas é melhor que o ariano, que Nietzsche afirmou dançar, naquela que é a declaração mais gay de todos os tempos -- exceção feita a "eu adoro provocar".
Aguardo o dia em que todos esses Deuses desçam à Terra pra sair na pancada. Só espero que não seja no pay per view. Se for, prefiro uma solução dialética. Coisas como admitir que cada povo contenha em si uma centelha divina, e que estejam todos certos.
O problema é que se isso fosse verdade, o quadro seria tão demoníaco, que é melhor ser ateu. Donde se conclui que o melhor é as diferentes civilizações baixarem a bola, e fazerem menos restrições. "Não creio num Deus de peruca". Já está bom.
Posted by mozart at June 7, 2005 11:21 AM"Eu adoro provocar"
Hahahaha. Hours-concours.
Posted by: Francisco at June 7, 2005 2:15 PM