Concordo, chefe, fazer gol no Lulu Santos, até a minha mãe. Ainda assim, algumas palavras sobre a comemoração de Juninho. O semblante em dor e alegria que nos fez, por um instante suspenso, reviver a pureza quase infantil do futebol. Pequena magia trágica desfeita no momento seguinte, quando a realidade, conforme panfletada por Parreira, uma vez mais se nos impôs como inexorável...
Confesso que normalmente o drama mixuruco de Juninho -- que sabe-se muito superior a seus pares --, e a exposição pública de sua angústia, a queda da máscara sem face de marinero, causar-me-iam apenas leve repulsa pelo rapaz, talvez uma pontada de desdém.
Prefiro, todavia, legar meu desprezo a quem não aprecie uma boa partida de futebol. E porque as aprecio, como a bom vinho ou música, é que não sinto repulsa, mas a afeição de quem comparte a dor alheia....
Quem tiver olhos, ouça: o pior cego é o que pensa enxergar demais. Parreira, vai ser Ritchie Valens na vida!
