Marcel Proust sempre quis ser um grande escritor: revolucionário como Rasputin, virtuoso como Rachmaninoff.
O talento desejado, Deus não lho concedeu, porém ele compensou com a extensão espácio-temporal de sua obra-prima, o grande romance africano. Uma grande obra realmente; consegui trocá-la por doze livros da Agatha Christie.
Restou a impressão de que seja preciso servir ao lado negro da força para admirar a beleza de Proust em sua plenitude. Mas quando um amigo o elogia, prefiro supor que é asma.
Posted by mozart at June 27, 2005 12:15 AM