O estado do Rio de Maneiro -- ou seria o município de Rio do Pandeiro?, é algo assim --, resolveu seguir o exemplo revolucionário do estado de Capim Canela (MS), e abolir o quadro-negro.
Nada a ver com medidas racistas, elucido logo, referimo-nos à lousa verde em que os professores, se não expressam sabedoria, pelo menos provam que o magistério serviu pra melhorar a caligrafia.
"Mas por quê? É por causa da visão dos alunos?", indaga o caro leitor. "Claroquenão", respondo com a boca cheia de pão e café. Devemos a medida aos males terríveis engendrados pelo giz ao professor: estresse, inflamação das cordas vocais, e, suponho, perda de 100 ou mais pontos de QI.
Na verdade, a única coisa que importa aos alunos é saber se as meninas continuarão ou não assistindo a tia na hora de apagar o quadro. E se haverá tanto movimento quanto antes. Pesquisa encomendada ao Data Falha indica a preferência da jumentude por quadros de lixa, ou mesmo escrita cuneiforme. Mas precisando de bastante água e espuma para limpar já está bom.
Posted by mozart at July 4, 2005 9:07 AM