July 12, 2005

"Ele foi um herói!"

Ao escutar tal sentença, constatamos que não apenas o sujeito se estrepou, como provavelmente por uma razão tola feito um transplante de apêndice -- ou seria desnecessário insistir na correção de seus atos, exaltá-los aos prantos.

Mas não é sobre isso que desejo falar, até porque não desejo dizer coisa alguma. O baixo alcance vocal humano indica que a fala não passa de um efeito colateral da boca. E para uma demonstração cabal basta tomar um ônibus ou ir ao barbeiro.

"O número de mortos em Londres é inferior ao de um dia de Terror no Iracre!"

É mesmo? Impressionante... que desperdício você estar aqui na minha mesa, por que não vais fazer um doutorado em Sambone. Progênie embrionária de um fanático.

Fanatismo, um troço chato e estúpido, das piores invenções humanas. E o Islã é uma destas desgraças que têm o condão de gerar ou amealhar fanáticos. Deve, portanto, ser observado com desconfiança e atenção [mas não tanta atenção assim, pombas!, queremos espancar esses tapados quando ninguém estiver olhando.]

Mas eu dizia lá em cima que não falaria de heróis, então permitam que me contradiga. Heróis... bons, só no cinema. Geralmente uns tolos fanáticos; e a tal ponto, que não é necessário sequer indagar trivialidades do gênero de "se a continuidade não é de modo algum o traço mais conspícuo da história", e "nenhuma questão atual é ou já foi inteligível em termos de sua história", herói como, herói pra quem, herói quando?

Muita desconfiança destes heróis por aí, de alcance espaço-temporal tão questionável; até os vilões se afiguram mais estáveis, confiáveis. E se não há metal mais estável que o ouro, não é à toa que lhe caia a peja de grande vilão.

Outros vilões:
- democracia
- diamantes
- lance armstrong
- a morte do teatro
- a burrice humana

Posted by mozart at July 12, 2005 2:09 PM