
Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo peito nu cabelo ao vento
E o sol quarando nossas roupas no varal
[Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais...]

Mistérios da meia-noite que voam longe
Que você nunca, não sabe nunca,
Se vão, se ficam, quem vai, quem foi.
Império de um lobisomem que fosse um homem
E uma menina tão desgarrada, desamparada, seu professor...

Da manga rosa quero o gosto e o sumo / Melão maduro, sapoti, joá
Jabuticaba, teu olhar noturno / Beijo travesso de umbu-cajá
Pele macia, ai, carne de caju / Saliva doce, doce mel, mel de uruçu
Linda morena, fruta de vez temporana, Caldo de cana-caiana, vem me desfrutar
Linda morena, fruta de vez temporana, Caldo de cana-caiana, vou te desfrutar
Morena tropicana, eu quero teu sabor, Ai, ai, ai, ai...

Ê, vida de gado!
Povo marcado, povo feliz!
Há um brilho de faca
Onde o amor vier
E ninguém tem o mapa da alma da mulher
Ninguém sai com o coração
Sem sangrar, ao tentar revê-la
Um ser maravilhoso entre a serpente e a estrela.
Alas, não sei qual é a melhor:
http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/images/capas/ramalho1.jpg
ou
http://www.spi-london.com/catalog/images/Ze%20Ramalho%20-%20nacao%20noderstina.jpg
Esta última também foi capa de The Silence of the lumbers, da editora das quatro patas no chão.
E por hoje chega de Maçonaria.
Posted by: Merc at August 14, 2005 2:50 AM