September 19, 2005

Por quem os sinos dobram?

Pelos nipônicos, é claro. Ou por Júlio Baptista, que esse dobra todo mundo.


um povo muito exótico

Ah, os chineses, este povo tão bacana. Terra em que tudo termina em macarronada, exceto as refeições, que terminam em nada, pois só tem arroz e olhe lá. País em que até na bandeira faltam os meios de produção mais elementares. Cuja língua é tão sutil, que metade dos homicídios se deve a pronomes perdidos -- o resto é por uso da internet para fins ponogláficos mesmo.

Mas os chineses ficam para outro dia. Claro que seria muito divertido os ridicularizar por parágrafos e parágrafos, e depois ainda chamar o Japão de Ilha da Fantasia onde só tem Tatu, porém me falta o tempo. E Jesus está chegando, li num muro próximo.

Também li uns posts que me fazem temer a segunda vinda. Se na primeira ele já era loiro de olhos azuis, com traços levemente femininos, que dirá com essa mania de queer eye for the straight designer por aí. Deus me livre.

E penso se não havia segundas intenções nas famosas palavras de José de Anchieta: "para este gênero de gente, não há melhor pregação que a espada e a vara de ferro."

Mas como o post versa sobre Júlio Baptista, é preferível citar Padre Vieira: "Sem escravidão não há Brasil". Porquanto advogar cabeças-de-bagre no meio de campo só pode ser cousa de capitalista escravocrata. Ah, terras devolutas da seleção, que aqueles mantos e aquelas travas se torcessem, haveriam de lançar sangue.

Chego a pensar se não é inevitável nossa desgraça, herança enraizada em DNA. Brasileiro quer um carregador de piano por ali, uns quebra-tranca lá atrás, e um monte de prima donna no ataque reclamando se a bola não chegar redonda.

Não que eu vá defender o comunismo nos gramados. A única experiência foi a Holanda de 74: contradições internas levaram seu grande craque para o lado negro da força (Nike), e o resto todo mundo viu. Mas se a escravidão foi abolida em 1888, e temos uma experiência democrática quase platônica, por que não chegar a um meio-termo?

Olha, eu tenho a minha frente os esquemas táticos que correponderiam aos sistemas econômicos adotados por vários países. Mas vou lhes poupar. Cito apenas dois:

Arábia Saudita: o queridinho do príncipe e mais onze -- outros dez mais o árbitro. Pior que o comunismo, pois nem todos ajudam, ou o capitalismo meritocrático, já que a prima donna desafina. Ataca em direção a Meca, e só se defende quando vira o tempo. Caso o estádio seja ortogonal à cidade sagrada, o jogo se concentrará em uma das laterais.

Estados Unidos: cada um por si, e Juan Figer por todos. Esquema tático, que nada, o negócio é aparecer. Alguns driblando, outros fingindo lutar pelo coletivo, mas geralmente apenas deixando o cabelo crescer. Quando não se classifica, a Federação põe a culpa no México ou no Canadá.

Posted by mozart at September 19, 2005 5:48 AM
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