October 24, 2005

minha avaliação da festa da democracia-cidadania, do ritmo e da poesia

Não só eu acho que deveríamos ter um referendo sobre as armas de espoleta, como aqui mesmo inicio a Campanha -- mas quem gosta de banana, pode pedir a Cavalo.

A liberação dos revolvinhos de brinquedo permitiria aos cabras que nos ameaçassem com armas falsas, reduzindo de forma drástica e mui humilhante o risco para nossa integridade física. Além disso, sabe-se que o mercado negro da espoleta gere bilhões de dólares mexicanos anualmente. Referendo já. Deferendo, ja. Referendo, patati e patatá.

Se a medida não passar, saberemos que se trata de protesto velado e aos berros contra o governo Lula. Mas, mesmo assim, terá servido para que nossa população zurre um pouco sobre o assunto original e importantíssimo, e maldiga novelas que porventura façam apologia ao uso de flores que esguicham.

E desde já entôo meu pregão de lavadeira:

Agora é hora, Faça justiça, Vamos todos votar no Issa...
Alalaô-ooor-ooor, Vereadô-oor-ooor...
Eu mato, eu mato, Quem roubou minha cueca pra pagar os deputado...

Outra coisa: dizem por aí que foi um desperdício de dinheiro. Mas dinheiro estatal serve é pra isso mesmo. Queriam o quê? Que gerasse educação e segurança? Saúde? Parece que bebem. Desperdício pra valer, ou pior, é votar em nossos dirigentes.

Na verdade, fazer referendo é muito melhor que eleição. E mais rápido, mais limpo. Sugiro que acabemos com as eleições, e, pro povo não ficar de beicinho, que as substituamos por referendos em anos ímpares. A partir de hoje, os cargos outrora eletivos se tornam vitalícios; e quando o pessoal morrer, essa basculheira toda acaba.

Piorar não vai. Porque em vez de esperar quatro anos, as gentes se conscientizarão de que tem coisas que só se resolvem na bala mesmo. Corrida do ovo e boliche por exemplo.

Posted by mozart at October 24, 2005 9:07 AM