October 28, 2005

A vida limita a arte, a arte plagia a vida

Os chimpanzés imitam os irmãos de Freud, o macaco simão imita o povo brasileiro, e o mundo imita a xerox do brasil. Mas torno aos chimpanzés em trajes de petiz.

De todas as mortes anunciadas do século XX, parece que só uma vingou: a do Circo -- além da passagem de Odete Roitman, marco da televisão internacional de Limeira. Mas como este é um blog pluralista, e não profético, deixo a questão para três eminentes pensadores da Folha de S.Paulo, o Sim, o Não e o Talvez. Falaí: o circo morreu?

Sim: não, foi transferido pra Brasília na década de 60.

Não: sem dúvida. O circo começa de modo primário, com alguns animais adestrados e muito sangue gratuito. E evolui com o tempo, trazendo criaturas não apenas amestradas, mas de todo o mundo; o risco é limitado, por exemplo na forma de trapezistas, temos a arte mística dos ilusionistas, a graça e o terror dos palhaços. Foi o seu auge; e a decadência, seu destino inevitável.

Carlito Tevez: o circo não murió, virou purpurina.

Posted by mozart at October 28, 2005 11:38 AM
Comments

Importa ressaltar a diferença estre Carlito Tevez e Vanderlei Luxemburgo: este, pelo menos, sabe falar português. Não é uma coisa assim que se diga supimpa, minha nossa, é o novo Benedito Rui Barbosa, mas fala.

Posted by: mozart at October 28, 2005 1:15 PM