É o caso que todos os amigos sejam uns cancros malignos, devendo ser extirpados o mais rápido possível. E mesmo se for só uma berruguinha, razões estéticas recomendam passar o bisturi.
Existe algo pior que uma típica foto de amigos, o pessoal de mãos nos ombros, a fazer pose, cheios de olhares, sorrindo? Existe, e a rodo, mas foge ao objetivo deste post.
E qual seria meu objetivo, afinal? -- morte exclusa. Pois bem: maldizer nossas nações amigas. Que ou nos exploram, ou nos vêm pedir ajuda. E tudo assim tão dissimuladamente, que até o povo começa a nos torrar o saco a respeito.

nação amiga exige atenção e a estatueta de coadjuvante
Dirá o leitor inteligente que também nós podemos explorar e suplicar por auxílio. Sem dúvida, sem dúvida, mas aonde essa promiscuidade de interesses nos levaria? A lugar nenhum. Ou por outra: à estagnação. A amizade é um caminho sem volta. Até que inexoravelmente te apunhalem pelas costas, mas isso é outra história, e fica a cargo de Rubens Ewald Filho contar -- ou Roque Santeiro, agora rebaixado a presidente.
Por ora, basta dizer -- e se não basta é o que vou fazer, de uma maneira ou de outra --, que muito melhor é ter uma nação inimiga. Que nos force a melhorar, a crescer, e, por fim, que nós possamos invadir. Menos para saciar os instintos primitivos do professor Leão, que para empregar esse monte de cartógrafos inúteis que formamos anualmente.
Eu tinha mais a dizer, mas paro. Só digo isso: em médio prazo, é melhor ser uma colônia penal inglesa, que uma colônia de povoamento portuguesa.
Exceto na época do Oscar, em que a gripe aviária mostra suas asinhas. Nada mais adequado que uma estátua transsexual para tal cerimônia. Embora um convite para que Elton John interpretasse todas as canções também fosse gesto apropriado à ocasião.
Posted by mozart at March 5, 2006 12:33 PM