April 30, 2005

Juca Chaves & Orquestra de Câmara

Treatro Municipal de Niterói, 6 e 7 de maio, 21h.
40 mangos -- maiores de 60, menores de 21 e estudantes pagam meia.

PS: falar em menores de 21, parabéns pela maioridade. Agora larga o que esteja fazendo e vai escrever um post. Receita de bolo vale. Fotos de Bia Berne, não.

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April 29, 2005

Strangers in The Night

Um vez eu convidei uma cristã ortodoxa pro meu aniversário. Ela chegou quase dois meses atrasada, sem presente visível, e ainda disse, rindo, que eu é que estava errado.

Longe de protestar, soquei o ar pela graça alcançada. E desde então percebo que a ortodoxia nada mais é que o catolicismo, só que algumas semanas atrasado. Eu, que adoro folga, detesto sair da cama, e levo pelo menos três semanas pra me barbear, senti-me naturalmente inclinado a adotar tal religião. Mas fiz as contas e saía muito caro.

É bem verdade que economizaria os tubos no Natal, fazendo compras em janeiro, mas e as multas exorbitantes no Imposto de Renda? Não é mole, não, meu chapa. E depois vêm dizer que nosso Estado é laico; só se for na hora de não subsidiar meus dicionários.

E na Páscoa, eu só acharia uns ovos de chocolate quebrados nas Lojas Americanas, todos moídos e fora da validade. Ou seja: pra evitar a tristeza da criançada, tens de comprar pelo menos uns três ovos. E é claro que, vendo isso, tua mulher não vai aceitar menos que uma caixa de bombons da Kopenhagen. É o barato que sai caro.

E você que experimente presentear a família com ovinhos coloridos à mão. Depois não entendem por que a Igreja rachou. Doo-be-doo-be-doo...

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April 28, 2005

As Minas do Rei Salomão

Não é possível considerar a transcriação de Eça de Queirós superior ao original, embora seu trato da língua seja por certo mais belo e agradável.

O original, redigido de modo quase rústico, não apenas soa mais apropriado à alta escolaridade do narrador, como possui uma cadência naturalmente mais acelerada, propícia a aventuras, e piadas ligeiras que se enfraquecem nos floreios da tradução.

Não faço, porém, juízos de valor; apenas exalto esta e aquela qualidades das versões. A quem desejá-los, as palavras do narrador, à guisa de introdução...

"Now that this book is printed, and about to be given to the world, a sense of its shortcomings both in style and contents, weighs very heavily upon me. As regards the latter, I can only say that it does not pretend to be a full account of everything we did and saw (...)

And now it only remains for me to offer apologies for my blunt way of writing. I can but say in excuse of it that I am more accustomed to handle a rifle than a pen, and cannot make any pretence to the grand literary flights and flourishes which I see in novels --for sometimes I like to read a novel.

I suppose they -- the flights and flourishes -- are desirable, and I regret not being able to supply them; but at the same time I cannot help thinking that simple things are always the most impressive, and that books are easier to understand when they are written in plain language, though perhaps I have no right to set up an opinion on such a matter. 'A sharp spear,' runs the Kukuana saying, 'needs no polish'; and on the same principle I venture to hope that a true story, however strange it may be, does not require to be decked out in fine words."

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Assassinatos em Série

Essa história de matar uma pessoa por semana é tão semana passada. Ok, da primeira vez a façanha foi interessante, e horrenda, mas hoje é de uma monotonia sem fim. Nada contra os homicídios em série, deixo claro, só acho que a série utilizada é muito chata.

É demais pedir que usem a de Fibonacci? Peço em nome da natureza. E não seria muito mais monstruoso matar semanalmente 1, 5, 25, 125 pessoas? Candidato sério a Mulá.

Não que seja necessária tanta violência, God's sake, já me satisfaço com uma série de Taylor. Até porque exigiria muito mais criatividade. Nas primeiras semanas seria fácil: matar um homem, depois uma mulher (ou salvá-la), trucidar um bebê, incinerar a coleção de pulgas do vizinho (ou treiná-la), tudo muito trivial. Mas vá desintegrar o átomo, e depois ainda criar matéria a partir do nada!

Não tenho esperanças todavia. A humanidade prefere escolher o caminho mais fácil, vangloriar-se de conquistas as mais ridículas. Vejam o Fluminense por exemplo.

Posted by mozart at 5:09 AM | Comments (1)

Almanaque das profissões (i): médico

Existem dois tipos de médicos: os que cobram antes, e os que nunca param de cobrar. E há também os da rede pública, que não cobram, mas são impedidos pelo juramento de Hipócrates de aparecerem pra trabalhar.

Medicina, étimo originário do judas medicina, que significa "não fui eu" ou "a fina arte de te torturar", mas isso depende da hora do dia. Uma profissão universal, e justamente porque todo mundo saiba um pouco, à beira da falência, em decadência franca e total.

Não só a medicina perde anualmente milhares de profissionais para ocupações genéricas e afins -- ortopedia, empurroterapia, cirurgia psíquica --, como a alopatia, o seu catolicismo, vê anualmente milhões de clientes se dirigirem para ramos igualmente inúteis, porém menos mortais, da cura -- homeopatia, apicultura, florais de Bach.

A medicina é, portanto, não só uma profissão que veste mal, mas também paga mal, pode te forçar a servir na Amazônia, dá cadeia em caso de erro, e dor de cabeça pra passar no vestibular. Mas pelo menos você só começa a trabalhar depois dos trinta...

Ficha do Personagem
Requerimentos: Destreza=12, Carisma <6, um estetoscópio, três jalecos
HD: d8 + plano unimed; Thaco: eu tô em cima, eu tô embaixo
Saving Throws: priest (+1 vs. poison, -3 vs. death spell)

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April 27, 2005

O Pássaro Azul

Bilhares de leitores me perguntam que filme é esse. O fantasma da sessão da tarde me obriga a responder.

O Pássaro Azul é um filme muito complexo, com bichos falantes e tudo. Há fome, pobreza e trajes típicos, como convém a qualquer conto de fadas. É a história de uns irmãozinhos, que passam por inúmeras aventuras inverossímeis, em busca da felicidade (busca também inverossímil), ganhando sabedoria e autoconfiança na jornada.

A cena citada, de que todos se lembram, o encontro com os avós falecidos. Eles moram numa casinha, e fazem as mesmas coisas que em vida. Não sei a moral disso, talvez seja algo sobre a vida ser realizar, ou comer produtos sem química, vai saber.

Mas o fato é que eles só podiam fazer as cousas de sempre quando alguém pensava neles; se não pensassem, ficariam apenas dorminhando. E aparentemente não se incomodavam de serem acordados, mesmo por telefonemas bobos no meio da madrugada.

Posted by mozart at 1:50 PM | Comments (3)

Quase lá

Os piores filmes da história, de acordo com os utentes do IMDB:

1. 1.0 Bak syv hav (1991) - 82 votantes
2. 1.2 Xuxa e os Duendes 2 (2002) - 140 votantes
3. 1.3 The Skydivers (1963) - 500 votantes
4. 1.4 Monster a-Go Go (1965) - 504 votantes
5. 1.4 Pocket Ninjas (1997) - 146 votantes
6. 1.4 The Final Sacrifice (1990) - 586 votantes
7. 1.4 The Legend of the Rollerblade 7 (1992) - 181 votantes
8. 1.4 Zaat (1975) - 435 votantes
9. 1.4 Five the Hard Way (1969) - 280 votantes

PS: para que apareça no ranking de facto, são necessários ao menos 625 notas.

PPS: neste Bottom 100, o grande ator Hulk Hogan estrela três: "Santa with Muscles", "3 Ninjas: High Noon at Mega Mountain" e "Mr. Nanny". Porém outros estão a caminho. Aguardo o dia em que apareça como vovô numa refilmagem de O Pássaro Azul.

Posted by mozart at 2:57 AM | Comments (1)

A despedida de um craque

Hoje perdemos um príncipe.

Não me refiro a Romário (o cara, o baixinho, the dude), cada vez mais ridículo; que Deus o tenha lá, e o guarde para sempre.

Tratamos de Ronarelli I, herdeiro do mais importante casal de toda nossa história, mais até do que Garrincha & Viúva de -- há uns pobres tontos, ainda, que acreditam em Xuxa e Ayrton, mas prefiro crer em duendes e coelhinhos do juízo final.

Tecnicamente, Ronarelli não morreu: foi aborto espontâneo. Mas este pormenor em nada apazigua a dor da perda -- embora talvez evite a do parto. Quantas copas teremos perdido hoje? Quantas noivas ficaram sem pensão? Difícil dizer. Mas pelo menos perdemos também um sem-número de chamadas brilhantes:

- Ronarelli, acima do peso, visto num rodízio de pizza na cidade Eterna
- Polidactilia é doping?
- Em coletiva no Hospital de Base, Zagallo descarta convocação de Ronarelli
- Ronarelli, dito Felômeno, se casará em castelo no céu. "Call me Loretta", teria declarado a Sasha Meneghel.

Posted by mozart at 12:00 AM | Comments (1)

April 26, 2005

O poder da palavra

"You can get more of what you want with a kind word and a gun than you can with just a kind word." (Al Capone)

"You can observe a lot by watching." (Yogi Berra)

Posted by mozart at 1:56 AM

April 25, 2005

Canções da infância (i)

Sussuarana, pisa em casca de banana,
Foi roubá, entrô em cana,
Tu num vorta nunca mais.
Sussuarana, Sussuarana...

[Sussuarana, versão que os netinhos cantavam para ultrajar a avó]

Posted by mozart at 3:22 PM | Comments (1)

O Ano das Variáveis de Montague

Aguardo o dia em que um cientista, fazendo contas elaboradíssimas sobre cromodinâmica, chegue à revolucionária solução: "pirê". E jogue umas batatas dentro do maquinário.

Melhor que simplesmente dar certo seria o agraciarem com o Nobel, para criar escola. Com Isaac Newton foi assim, muito embora não houvesse Nobel e as escolas estivessem infestadas por ratos e pulgas.

Numa aula de mecânica celeste, indagados sobre o colapso ou não de um sistema de três corpos, nossos alunos concluirão que goiabada de marmelo, e ainda gritarão esbaforidos que alguma coisa na cozinha está cheirando muito bem.

A solução para todas as nossas questões fundamentais:

- Deus existe?
- Ventilador de teto x Avogadro.
- Devemos ser bons?
- i menos raiz de três.
- Será que vai dar praia?
- Se você quer vir com a gente, venha que será um barato.

Posted by mozart at 1:15 PM | Comments (0)

April 22, 2005

Bom, bombombòm, bombombòm, bombòm-Lalalalalàlla...




Come with me for fun in my buggy
Come along let's go for the hell of it
See the faces round they're all looking
Wonder if they'd like to come for a ride

I'll bet you anything
Now she's with me
There'll be no trouble
Troubles around
Bet you'll never ever get away
Never ever get away
Dune buggy

See the world spin round in dune buggy
String along let's scram far out off the ground
Never felt so good she's a beauty
Bet she is a sight for your poor old eyes

I'll bet you anything
Boys on their bikes
Will have some trouble
Following us
Bet they'll never ever catch us up
Never ever catch us up
Dune buggy

I feel like a king in my buggy
Just the crown is missin' but that's alright
Come on people come on my buggy
Come and feel the power of a starry night

I'll bet you anything
Now she's with me
There'll be no trouble
Troubles around
Bet you'll never ever get away
Never ever get away
Dune buggy

Posted by mozart at 7:00 AM | Comments (6)

April 21, 2005

As Grandes Questões que enfrenta a Igreja

Posso resumir em quatro letras. Não seria um bom post.

E dizem que, outrora, a Igreja Católica foi muito corrupta, que explorava descaradamente os fiéis -- e também os infiéis, qualquer um que passasse na frente.

Porém com isso construiu uma bonita basílica, encheu o vaticano de livros e obras de arte, tornou-o uma ilha, um local mágico.

Já os protestantes, com todo o dinheiro que apropriam dos fiéis, só fazem comprar horários na tevê, para exibirem programas ridículos e grotescos. Não dá.

Posted by mozart at 9:57 AM

April 20, 2005

Comichão era o mais inepto dos antropóides. Seu bisavô domesticara o fogo, seu avô inventara a roda, seu pai descobrira a mentira; tudo pra não ter de trabalhar. A preguiça era um traço de família, e naturalmente dele se esperavam grandes feitos.

Mas Comichão só comia e dormia, dormia e comia, às vezes comia duas vezes seguidas antes de dormir. E decorrida uma caçamba de verões, o clã perdeu a paciência. Belisário Augusto, macho alfa e legenda com os dardos, foi quem ultimou:

- Ou vossa excelência cria algo de útil para a tribo em dez [espalmando as mãos] sóis, ou a partir da próxima expedição, estareis com Urias à frente dos caçadores.

- Vossa Majestade não compreende, quando as musas da percepção

- Comichão, já ouvi este discurso de tua boca mais vezes do que se possa contar. Ou crias algo de útil, ou tua batata há de assar.

E refletindo sobre a grandeza de sua preguiça, somada à de sua desgraça, criou Comichão a matemática. E teria sido feliz pelo resto de seus dias, não fora sua mente imprestável ser incapaz de abstrair um número superior a dez -- onze era seu infinito --, o que tornou a nova ciência tão inútil quanto errada, resultando numa cabeça escalpelada.

Moral da História: nada dura para sempre. Mas o filho de Comichão mudou-se para a tribo vizinha, ofertando-lhes um dos segredos, e várias gerações não tiveram do que reclamar.

Posted by mozart at 2:13 AM | Comments (1)

April 19, 2005

Cenas que não gostaríamos de ver (no Maracanã)

Sai! Sai da Frente! Sai que o Bentinho é chapa-quente!
Sai! Sai da Frente! Sai que o Ratzinge é chapa-quente!

Posted by mozart at 11:11 PM | Comments (0)

Aculturação Indígena e Suas Conseqüências

E um trecho da obra que me vem à mente neste belo dia...

Pimenta Bueno: Conhece Theodore Roosevelt?

José Maria: Quem?

Pimenta Bueno: Theodore Roosevelt foi ainda mais longe, afirmando que os verdadeiros Nambiquaras "nem sequer chegaram à Idade da Pedra", sendo "ingênuos e ignorantes como animais domésticos".

José Maria: Eu sou ingênuo e ignorante como um animal doméstico.

Pimenta Bueno: Conhece Claude Lévi-Strauss?

José Maria: Quem?

Pimenta Bueno: Claude Lévi-Strauss comparou os Nambiquaras a "uma raça de formigas".

José Maria: Eu pertenço a uma raça gigante de formigas!

Posted by mozart at 1:10 PM | Comments (1)

Dinheiro

O maior desperdício é não gastá-lo.
Mas nem por isso eu investiria em peixe cru ou reforma agrária.
Peixe cru contém bichinhos esguios. Reforma agrária contém glutén.

Posted by mozart at 10:47 AM | Comments (0)

April 18, 2005

pobrezinha da américa latina, desde o berço explorada

E ainda chamam os conquistadores de covardes. Não vejo como. Quando meia dúzia de caipiras, armados com pau-de-fogo, dominam um continente inteiro, não são eles os covardes.

"Eles foram ajudados pelas doenças! Fomos dizimados!"

Pois é, até nas doenças a Europa sempre foi mais evoluída que a gente.

E sempre que aparecem uns tontos me pedindo indenização histórica, penso em pagar com aquilo que lhes é historicamente mais caro: um pacote de fumo e alguns espelhinhos.

Dívida... e digo à mesa do bar que lhes demos civilização, e em vez de nos retribuírem com Mozarts, Einsteins, Michelangelos, nos deram apenas Belafonte, Juruna, Basquiat e nomes outros talvez ainda mais ridículos. Quem está em dívida com quem?

É quando querem me bater. O Brasil não está preparado pra esse tipo de humor maléfico. A menos que apareça na televisão, aí todo mundo percebe que é brincadeira -- sobretudo se for no horário eleitoral, que por alguma razão só candidato leva a sério.

Posted by mozart at 1:13 PM | Comments (2)

O ataque das formigas assassinas

Microcontos: nem mi, nem croc, nem ontos. Mim aprova. Sou favorável a tudo que condense ao máximo a estupidez humana; que a varra e confine além de nosso horizonte de eventos.

Haicais em português por exemplo. Estão para a poesia, assim como biscoitos da sorte para um banquete com a família real. Travados demais, não há fluência, o ritmo é ruim. Perdem até para quadras em redondilha maior.

E os provérbios, os minutos de sabedoria, as imagens que marcaram a semana.

Por tudo isso, muito obrigado, ó Senhor. Agradeço também pelas frases de efeito e a excelente sinalização do trânsito. Persigno-me perante minimais, ajoelho-me diante das charges de O Globo, faço jaculatórias em seu louvor. Agradeço, todo emocionado, pelo tombo que a jararaca da minha sogra levou, abreviando-lhe os dias. E agradeço, finalmente, pelos blogs e por seus comentaristas dedicados. Dai-nos links cruzados, amém.

Posted by mozart at 10:42 AM | Comments (4)

April 17, 2005

A Jukebox do Anticristo

It's been seven hours
and fifteen days
Since you took your love away

I go out every night
and sleep all day
Since you took your love away

Since you've been gone
I can do whatever I want
I can see whomever I choose

I can eat my dinner
in a fancy restaurant
But nothing, I said nothing
can take away these blues
'cause nothing compares
nothing compares to you

Posted by mozart at 11:34 PM | Comments (0)

April 16, 2005

Pedro Bó, Prefeito B.O.

Gargalho feito um aloprado. Vou bebemorar, fiquem com excertos de outrora:

"Muita gente diz que o José Serra é canalha, em virtude dos programas televisivos de seu partido. Eu não: acho que mentir sobre os outros candidatos, e não somente a respeito do próprio programa de governo, seja apenas falta de etiqueta. Incomoda-me mais a tal de lesa-pátria (...)

Mas citarei apenas um breve fato concernente aos medicamentos excepcionais (...) a quantidade decretada ao longo dos últimos tempos pelo Min. da Saúde:

... ... (crescimento aprox. linear desde 1993) ... ...
01.1997: 34 subst. ativas em 56 apresentações
09.1998: 36 subst. ativas em 59 apresentações
11.1999: 41 subst. ativas em 67 apresentações
04.2001: 40 subst. ativas em 76 apresentações
08.2001: 41 subst. ativas em 82 apresentações
05.2002: 45 subst. ativas em 95 apresentações
07.2002: 92 subst. ativas em 209 apresentações

Os medicamentos excepcionais são drogas de alto custo bancadas pelo Estado para os portadores de algumas doenças mais ou menos raras e/ou crônicas -- a definição é vaga, por favor não me perguntem por quê. Também não me perguntem outras coisas, não quero ser processado."

Posted by mozart at 2:04 PM | Comments (1)

As an online discussion grows longer, the probability of a comparison involving Nazis or Hitler approaches one.

Posted by mozart at 3:55 AM | Comments (0)

O MST bate à sua porta

A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida,
A gente quer saída para qualquer parte.
A gente não quer só comida,
A gente quer bebida, diversão, balé.
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer.

Posted by mozart at 3:30 AM | Comments (0)

April 15, 2005

O que é arte?


Georges Perec


Henrik Ibsen


Oscar Wilde


Charles Dickens

Posted by mozart at 12:36 PM | Comments (7)

April 14, 2005

Carbono-14

Quem adota a alcunha de Grafite não se dá o respeito.

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As sonatas que ficaram por cantar

"Antes do Pôr-do-Sol" é simpático, mas descartável, diz Rubens Ewald Filho.

"Rubens Ewald Filho não é simpático, mas também é descartável", deixou de responder o diretor. Talvez porque não faça a menor idéia de quem seja Filho. Lamentável; são demais as oportunidades desperdiçadas da vida -- e só metade, as de ficar calado.

Posted by mozart at 1:07 PM | Comments (0)

O Quarto Foder

O Primeiro diz como, o Segundo come, e o Terceiro dá a nota.

Mas pervertido mesmo é o Quarto, sádico por excelência. Com a desculpa milenar de todos os assassinos ("são os ossos do ofício"), relata e comenta os atos dos foderes anteriores, a fim de que o "público" melhor chore as suas dores...

E já que nenhuma análise do prostíbulo múndi estaria completa sem uma menção ao público, a maioria quase silenciosa que está ali para ser de todos, bastará dizer que seus componentes são de dois tipos. O masoquista, dito sal da terra, cheio de perseverança, chagas e valores que só fazem arder. E o geléia da terra, que dispensa comentários.

Posted by mozart at 1:05 PM | Comments (2)

Mel Gibson filmará biografia de João Paulo II

"Se eu consegui retratar Cristo, um mero servo do Poder não será problema", revelou Martin Riggs a amigos, numa noite regada a vinho e balas de festim.

O filme, rodado totalmente em polonês, se concentrará no lado mais humano do santo padre -- ou seja, na parte que dói.

Seus dias de goleiro, a morte dos colegas judeus, as cuecas de copinho das nações comunistas, o atentado, as ligações de Bruce Willis no meio da madrugada, a perda da coordenação motora, aturar um discurso do Fidel.

Isso na primeira meia-hora. As outras duas horas da Paixão de Karol versarão sobre seus dias finais, incluindo uma eletrizante reconstituição da traqueostomia...

É verdade; não é pra rir, não. Após dois mil anos de exegese, Mel Gibson traz nova luz à passagem sobre os malefícios de ter de ver pra crer.

Posted by mozart at 1:39 AM | Comments (2)

That's my boy

Posted by mozart at 1:30 AM

April 13, 2005

Tudo que é .com dura pouco

Deus me livre das fôdas de ouro. Bodas de baquelita a cem anos de agouro.

Desde Os Incríveis sabemos que casa própria, estabilidade no emprego e demais gloríolas são males muito mais temíveis que a varíola. E as obras completas de Cerventes, em folhas macias ou não, de nada servirão.

Mas no modernismo é deferente, e restará tudo que for bom aos olhos do Jamé ausente. O abaporu cheio de malícia que ao cactus contempla, as danças deselegantes e ridículas.

Os sábios não confiam em ninguém com 30cm ou mais.
Todavia o anticristo distinguir-se-á pelos seguintes sinais:

- destreza 17,
- noções de etiqueta,
- carisma 18,
- patas de bode,
- jamais disputar a iniciativa.

Posted by mozart at 12:06 PM | Comments (4)

April 12, 2005

O Papel da Crítica

Posted by mozart at 6:25 PM | Comments (8)

April 10, 2005

Democracia americana barrada na Organização Mundial do Comércio

Numa decisão controversa, no dia em que se comemorava o aniversário da queda de Bagdá, a OMC aceitou as alegações de vários líderes do Oriente, e vetou a exportação da democracia norte-americana, devido ao excesso de subsídios governamentais.

Tida por especialistas como terceiro produto da América, superada apenas pela coca-cola e as camisas de times de basquete, sua proibição deve provocar um baque na economia norte-americana, e por conseguinte de todo o mundo capitalista. Não que isso tenha incomodado a maioria dos presentes.

"Os povos têm o direito de serem espoliados e manipulados conforme suas tradições! Não compete aos Estados Unidos se ingerirem nas humilhações diárias a que um governo sujeita seus cidadãos. Essa promoção da democracia é um absurdo, é uma ofensa, é uma globalização!", declamava um entusiasmado adido do Irã em Genebra, próximo à máquina de café.

Concentrado numa partida de minigolfe, o presidente George Dáblio Bush preferiu não comentar o episódio.

Posted by mozart at 3:22 PM | Comments (2)

April 9, 2005

Last and Least

"Críton, somos devedores de um galo a Asclépio; pois bem, pagai a minha dívida, pensai nisso." (Sócrates, mais sábio pensador de Atenas)

"Não deixe que termine assim. Diga a eles que eu falei alguma coisa." (Pancho Villa)

"Je vais, ou je vas, mourir. L'un et l'autre se dit, ou se disent." (Dominique Bouhours, gramático francês)

"Mas que perda irreparável!" (Auguste Comte, sobre a própria morte)

"Ele não era paranóico; realmente estavam atrás dele." [um epitáfio qualquer]

Posted by mozart at 2:56 PM | Comments (0)

April 8, 2005

A Navalha de Ogum

Se todas as estradas levam a Roma, misteriosos são os caminhos do Sinhô...

mais um corte na seleção brasileira
Posted by mozart at 12:01 AM | Comments (5)

April 7, 2005

Too Much Pope

I asked him once, at 35,000 feet on one of these trips, "Holy Father, some people in the Vatican think you're traveling too much." And he was sort of surprised, and a big smile came across his face and he tapped me on the arm and said, "Yes, you're right, I am, I agree, I am traveling too much." and he turned away. And then he turned back and raised his finger with a wry smile and said, "But sometimes it's necessary to do something of what is too much."

Posted by mozart at 3:52 AM | Comments (4)

Não argumentar e vencer sempre

Falta de assunto e dinheiro me remetem a este grau de degradação. O caso é que sou muito trouxa. Ou céptico. Se acreditasse em apostas online, que não sejam apenas uma desculpa esfarrapada para roubarem meu cartão, já estaria milionário. Porque há uma verdade matemática, bastante conhecida, que garantiria minha fortuna. Mas não garante que não me furtarão o número do cartão.

Imagine que, por exemplo num jogo de basquete, a Casa de Apostas X te pague x1 pra 1 no time 1, e x2 pra 1 no time 2. E que a Casa Y te pague y1 pra 1 no time 1, e y2 pra 1 no time 2.

Há como ganhar sempre? Na maior parte das vezes, sim, desde que as taxas de pagamento sejam razoáveis e diferentes.

Para tanto, basta apostar em times diferentes nas diferentes casas, escolhendo justamente o favorito e o azarão que ofereçam a maior proporção -- via de regra, se x1 é maior que y1, então x2 é menor que y2, e reciprocamente; ou seja, estão em casas distintas.

Há uma faixa certa de proporções para fazer a aposta. Mas quiseres saber de antemão quanto ganharás, independente do resultado da partida, basta, para cada dólar apostado no favorito, apostares (pag.favorito/pag.azarão) no azarão -- as taxas de pagamento nas quais apostas. Exemplo:

Suponhamos que x1 = 1,5; x2 = 2,5 // y1 = 1,3; y2 = 3,5. As melhores taxas são de 1,5 pro favorito e de 3,5 pro azarão -- em casas diferentes, como deveria ser.

Pois bem: x1/y2 = 1,5/3,5 = 3/7; então para cada dólar apostado em x1, apostando 3/7 em y2 teremos:

se o time 1 ganhar, você lucra $0,07 -- [1,5*1 - (1+3/7]
se o time 2 ganhar, você lucra $0,07 -- [3,5*3/7 - (1+3/7)]

Ou seja, para cada vinte pratas, você ganha uma, sem esforço algum. Mas infelizmente no creo en las brujas, e estarei sempre na mansarda...

Posted by mozart at 3:22 AM

April 6, 2005

O problema terrível da violência

Problema algum. Problema é não ser dono de uma empresa que venda dispositivos de segurança de terceira linha para a trouxarada.

Empalhamos aço. Vende-se espantalho industrial.

Posted by mozart at 1:45 PM | Comments (0)

Amanhã tudo será feno

Eu quero uma sala no campus
onde eu possa compor muitos papers banais
e tenha somente a certeza
de cotas pra peitos e nada mais

Posted by mozart at 1:31 PM | Comments (0)

LA FOLIE DES GRANDEURS

Grafiteiro: sub. epiceno 1.pichador com delírios de grandeza.

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April 5, 2005

Músicos Medíocres que Fizeram História (iv)

Filho de um inspetor de abatedouros, e criado por um açougueiro quando viu seu pai encarcerado por apoiar Napoleão, está na cara que não seria a genealogia que consagraria Gioacchino Antonio Rossini (1792-1868).

Tampouco as relações com músicos seus contemporâneos. Diz-se que num encontro com Ludwig nuts Beethoven, este, longe de exaltá-lo, recorreu a várias ironias, aconselhou-o a compor mais Barbeiros.

E Rossini realmente compôs muitas óperas rasas, embalado pelo sucesso e pela necessidade de vinho, geralmente finalizando suas basculheiras às vésperas da estréia, para desespero e calvície de empresários e copistas.

La Gazza Ladra, por exemplo, foi concluída no sótão do teatro, na madrugada da noite de estréia, onde o diretor o aprisionara. E o próprio Barbeiro deve parte do sucesso à preguiça, já que Rossini surrupiou a abertura de uma outra ópera que compunha...

Exemplo final de sua preguiça e mau caráter, talvez, seja a grande ópera Guilherme Tell. Que recusou-se a terminar, até que a Academia Francesa, patrocinada pelo Rei em pessoa, lhe oferecesse um excelente contrato.

Assinou-o, para que pudesse evitar a fadiga, além de vingar o pai. Em vez de compor, monsieur Crescendo só fazia dar festas e engordar. Um ultraje. Mas, por incrível que pareça, foi justamente assim que o compositor-gastrônomo fez sua maior obra, revolucionária, que o tornaria conhecido em todo o mundo: o tornedor.

Quando o aristocrata do populacho pediu para colocar, sobre um filé, escalope de foie gras e lâminas de trufa, molho madeira, o maître do Café Anglais, em Paris, ficou tão estarrecido que serviu o prato dis costas para o salão -- não queria passar vergonha.

En tournant le dos, virando as costas. Que hora que é a merenda? Fortunatissimo per verità. Direto do túnel do vento.

Posted by mozart at 2:32 PM | Comments (0)

April 4, 2005

O Papai Noel Histórico

De biografias vagabundas, o mercado editorial está cheio. Comoventes retratos, e dir-se-ia fiéis, de figuras egrégias da história humana -- ou da mitologia mesmo. Eu também estou cheio disso, mas como não sou bobo, lançarei uma em dezembro, esperando fama, festas e fortuna.

Papai Noel é meu protagonista, e a primeira noção que subverteremos é a do bom velhinho usar trajes vermelhos espalhafatosos. Nada poderia ser mais equivocado, pois, enquanto bruxo, Noel está vedado por leis eternas de mostrar-se às claras. Na verdade, seu Nicolau usa um casaco sombrio e meia na cabeça toda vez que sai para distribuir seus presentes natalinos.

Charme & Discrição na Mansão Noel, 17.02.1823

Nos áureos tempos, Noel usava um vira-tempo, baús mágicos, e ainda escravizava pobres elfos-domésticos para realizar o trabalho sujo. Seu único trabalho era dar festas de arromba e sair bêbado na sua carruagem, guiado por macacos-alados*, jogando presentes mundo afora na véspera de Natal.

(*) sim, Noel é brasileiro. De fato, as histórias a seu respeito começam no segundo quarto do século XIX, justamente porque a idéia de distribuir presentes ao final do ano surgiu em comemoração à independência de nosso país em 1822

Mas agora tudo mudou, com estes conceitos avançados de direitos dos animais e civilização. Ok, é bem verdade que a ebriedade o levava a cometer alguns erros ridículos, mas pelo menos em 90% dos casos o bom violonista acertava. Mas hoje, sem elfos, sem vira-tempo, com a população cada vez maior, nem que ele fosse japonês pra dar conta.

Posted by mozart at 11:45 AM | Comments (3)

April 3, 2005

You Give Love a Bad Name

Mais importante que a escolha do próximo Papa, talvez, seja a escolha do nome do próximo Papa.

Pio, a despeito da popularidade, é nome feiíssimo, destes que só não param na Fundação Wecsley porque nem bem nome é. João, muito pobrinho. João Paulo já é mais bacana, como a proliferação entre os menores de 26 indica. Porém repetir é chato.

E é por isso que desfraldo bandeiras em prol de Felipe Félix, aliteração bela, com jurisprudência e cheia de significados. Mas Papa Silvestre Urbano é que seria legal.

Posted by mozart at 8:00 AM | Comments (3)

April 2, 2005

Coisas que você não pretende ver nunca

- discursos do Fidel
- calcinhas penduradas no box
- sua irmã pelada
- seus pais na (irc, esquece)

Ó, Sei Shonagon que me despreze, mas esta lista eu não faço. Já me basta o que vi de inaceitável da condição humana, nossa situação precária. E o motivo todo mundo já conhece...

Posted by mozart at 4:34 AM | Comments (0)

April 1, 2005

Karol Wojtyla, o papa do milênio, deixa de incomodar-nos

Uma pena. Para minha geração, Papa e João Paulo II sempre foram sinônimos, será estranho ver outra face no Vaticano. Porém antes um fim rápido, que mais e mais sofrimento inútil do sumo pontífice. Já cumprira sua missão; agora à festa da democracia.


A César o que é de João de Deus

Posted by mozart at 1:14 PM | Comments (4)

Sobre Jokers e Jocas

Primeiro de abril não é grande coisa neste país, não dispomos sequer das tradições mais ridículas. O Natal não tem neve, o Carnaval não tem fantasia, as cavernas não têm platões, versões abomináveis. Vou te dizer...


A vida é tradução (MB)

Também poderia dizer que a vida é extradição, porém teria de montar todo um outro post. Feliz aniversário, gêmeos Weasley. E também a ti, velho Rach -- como era grande...

Posted by mozart at 11:03 AM