Coronel Fortuna. E depois dizem que isso aqui não é uma realidade virtual. Mas só pode ser, é a mugglelândia. Vocês acham, realmente, que um analfabeto, que só fez na vida ser torneiro-mecânico, e nem isso fez bem, consegue se tornar presidente? Que alguém usaria dreadlocks espontaneamente? Mistério das cousas é ainda haver quem leve isso aqui a sério. Mas quem leva a sério eleição ou jogo de bola, leva a sério qualquer coisa mesmo.
Ir a Brasília e não ser corrompido é como ir na fábrica de cerveja e pedir "só um guaraná": possível, mas uma virtude a ser evitada.
Sim, há CPIs. Mas quando Andy Warhol falava de quinze minutos de fama, é provável que se referisse ao tempo que se leva pra fazer uma pergunta no Congresso.
"Eu quero esclarecer que minha preocupação é com os trabalhos de hoje, que são longos. Longos, e a gente ainda nem começou. E ainda tem o Brasil e Argentina daqui a pouco." (Senador Delcídio Amaral, seu presidente)
Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim (born of noble birth in Cologne September 14, 1486, died in Grenoble February 18, 1535) was a magician and occult writer, astrologer, and alchemist. During his wandering life in Germany, France and Italy he worked as theologian, physician, legal expert and soldier. He may also be considered as an early feminist...
"Você tá de marcação comigo! Me ensina?" (Roque Jr, em conversa com Galvão Bueno)
- Demonstração do Último Teorema de Fermat, par lui-même: 15 francos e duas francesas
- Bíblia de Soderbergh (DVD e revista): $24,95
- Manuscritos da Biblioteca de Amargante: aleph parcelas de apenas $9,99
- Tábua Original dos Mandamentos (em mau estado): 30 moedas de prata
- Harry Potter 6: a conversar
Também aceitamos dólares canadenses, créditos da Federação e títulos do governo.
Carne e unha, alma gêmea, bate coração
As metades da laranja: dois amantes, dois irmãos
Duas forças que se atraem, sonho lindo de viver
Tô morrendo de vontade de você...
Amputou o braço, e finalmente se livrou daquela coceira irritante na perna perdida. Outras, verídicas, afiguraram-se de difícil trato; porém o combate aos piolhos imaginários de sua vasta careca fizeram os dias e os anos valerem a pena.
Não vi, detesto heróis todo atormentados. Tão atormentadinhos, coitados.
Ender Wiggins pelo menos destruiu uma civilização inteira. E sem necessidade.
Marcel Proust sempre quis ser um grande escritor: revolucionário como Rasputin, virtuoso como Rachmaninoff.
O talento desejado, Deus não lho concedeu, porém ele compensou com a extensão espácio-temporal de sua obra-prima, o grande romance africano. Uma grande obra realmente; consegui trocá-la por doze livros da Agatha Christie.
Restou a impressão de que seja preciso servir ao lado negro da força para admirar a beleza de Proust em sua plenitude. Mas quando um amigo o elogia, prefiro supor que é asma.
Alguém devia ter caluniado a José Q., pois sem que este tivesse feito nada de mal, acordou lusófono certa manhã. E ainda se expressava em decassílabos...
Não entendo a empolgação dos portugueses com seu idioma. E como não faz sentido, nem tento; talvez seja algum comportamento geneticamente determinado.
É claro, a língua não é a raiz de nossas mazelas, o bolo que faltava na cereja; todos sabemos que nosso problema é de junta. E quem não sabe, basta ler um destes panfletos do Galeano para ver que nossos padrastos cometeram vários crimes atrozes: roubaram, violaram, vacinaram, exterminaram, escravizaram, mumificaram...
Mas até aí, vá lá: quem nunca pisou em subalternos que lapide a primeira pedra. Agora, sujeitar um povo a falar português já é demais: foi requinte de crueldade.
Porque um país se faz com homens e mitos.

"Quando a malícia obnubilar a sabedoria, o despertar da consciência se dará com banhaços de água fria." (John Morrison & Paul MacDruga)

Mídia Sem Roupa: Desvelando os bastidores da Política

Combatendo o Comunismo

Na Juventude
Escuto discussões, utopias sobre fortalecimento de partidos. Gente professando isto e aquilo, voto distrital, verticalização, decúbito dorsal, ventral, lateral... Menas, meu povo, menas. Há soluções simples, tão justas e limpinhas quanto se poderia desejar. Zemplo:
(i) Mantém-se o esquema de eleições proporcionais, mas com uma diferença. Suponha que haja 30 togas: se o eleito não estiver entre os 30 mais votados, a toga é do partido; mas se estiver, pode trocar de modelito a qualquer hora -- talvez cantando I'm too sexy for your party, Too sexy for your party, And I do my little turn on the catwalk...
(ii) O eleitorado decide o quanto de fidelidade é necessário. Se 90% votar em candidato, e só 10% em siglas, então 90% das togas irão para os mais votados, e o restante distribuído segundo a votação nas siglas. Partidos com nomes fortes elegem mais nomes; com figla forte, ainda elegem seus figla.
A solução (i) enrijece a direção dos partidos. A (ii), os candidatos dentro dessa direção (ui) -- pois o pôvu assim prefere, e quem sou eu pra discutir? Etc etc. Clareza, simplicidade, uma faixa preta no oitavo mandato, coisas que se aceite como razoáveis.
"Ninguém neste país tem mais autoridade moral e ética do que eu".

Não entendo do que estejam reclamando. A meu ver, o GP de Indianápolis foi resumo bastante acurado das últimas cinco temporadas de Fórmula 1, ditas históricas. E a história é algo vivo, diria um pseudo. Já o dr. Pemberton dizia apenas: viva o que é bom!
Concordo, chefe, fazer gol no Lulu Santos, até a minha mãe. Ainda assim, algumas palavras sobre a comemoração de Juninho. O semblante em dor e alegria que nos fez, por um instante suspenso, reviver a pureza quase infantil do futebol. Pequena magia trágica desfeita no momento seguinte, quando a realidade, conforme panfletada por Parreira, uma vez mais se nos impôs como inexorável...
Confesso que normalmente o drama mixuruco de Juninho -- que sabe-se muito superior a seus pares --, e a exposição pública de sua angústia, a queda da máscara sem face de marinero, causar-me-iam apenas leve repulsa pelo rapaz, talvez uma pontada de desdém.
Prefiro, todavia, legar meu desprezo a quem não aprecie uma boa partida de futebol. E porque as aprecio, como a bom vinho ou música, é que não sinto repulsa, mas a afeição de quem comparte a dor alheia....
Quem tiver olhos, ouça: o pior cego é o que pensa enxergar demais. Parreira, vai ser Ritchie Valens na vida!

Qual o problema de Javé, afinal? É falta de mulher?
Dos seus m mandamentos, apenas um não contém uma negação: "honrarás pai e mãe". Qual o problema de um "amarás tua esposa", ou "educarás bem os filhos"?
Com tanto não, só podemos deduzir que o Deus de Israel tenha o ser humano em mui baixa conta -- talvez daí o "Day of Reckoning". E, criados à imagem e semelhança, só poderíamos enxergá-lo com a mesma desconfiança. E tó uma passagem:
"I am a servant of two masters, Stephen said, an English and an Italian... and a third there is who wants me for odd jobs." (Ezequiel, 25:17)
Libertinagem Literária: a forma mais alta de literatura, a mais baixa de libertinagem...

Bote fé no velhinho, que ele sabe o que faz
Vai mudar o país do Oiapoque ao Chuí
E aumentar a molecagem que tem por aí
Mas que os livros de Agatha Christie sejam melhor estruturados, e tragam personagens, paragens e eventos mais interessantes ou extraordinários, não há dúvida*. Ulixo vale pela libertinagem, a apoteose gaiata dos recursos balaqueiros, alguns diálogos e aquela diversão que apenas o sarcasmo, tão antiliterário, engendra. Overrated, dirão, e digam à vontade; só não venham dizer o quanto me amem ou me considerem...
(*) mas se você duvida, fica a regra de ouro: jamais confie num Deus que não samba, ou num livro que inspire guias e demais companion books.

Is it not a strange fate that we should suffer so much fear and doubt for so small a thing?
Quem é o barbeiro de Roberto Jefferson? Mas que ninho de gato.
Severino, põe na pauta aí um auxílio-cabelereiro...




A 15 anos-luz daqui, ou 72 horas via sedex. O planeta tem o dobro do diâmetro da Terra, sete vezes sua massa, pelo menos três comunidades no orkut e uma hospitaleira temperatura de 200 a 400 graus Celsius -- o que explica por que a NASA contratou Gustavo Doré pra fazer as imagens de divulgação no fotolog oficial.
Longe de provar que haja vida fora de nosso sistema, ou que um outro mundo seja possível, a rocha incandescente demonstra apenas as condições inóspitas e inumanas a que estão sujeitos os nossos cientistas -- como foram considerar aquilo similar à Terra?
Enquanto isso, na Cidade Piloto, o comandante Lula, em discurso de improviso, afirmou que cometas sempre predisseram grandes eventos, e que portanto o Arraiá do Torto está de pé. Seu porta-voz tentou o suicídio segundos mais tarde, porém o rabo impediu que voasse pela janela.
É muito curioso, pra não falar idiota, que se diga certa coisa ser "uma instituição nacional"; ou carioca, ou paulistana. Porque se existe algo que no Brasil não dura, a que ninguém dá atenção, são justamente às instituições.
Mas se você der corda pro caboclo, ele, todo gabola, ainda acrescenta o "verdadeira". Não é só uma instituição, é "uma verdadeira instituição paulistana". Isso pra falar sobre coisas como o pirê do cachorro-quente, marcar de encontrar no metrô.
Não, meus caros, se até a bunda tem perdido espaço, então o único significado de instituição neste country é algum modismo, que se dissipará como açúcar num copo de nescau. Nossa única verdadeira instituição é o completo descaso pelas instituições.
E antes que extraiam um paradoxo, com aquele sorriso de dentista sádico, digo que, sim, também esta instituição não perdurará. Não por si mesma, e menos ainda porque adotaremos os pré-datados ou os estacionamentos em fila dupla por tradição -- credo --, mas porque cedo ou tarde o Brasil vai acabar.
Deus mostrou o caminho em 2002, mas insistem em escalar o Émersão. Muita falta de amor ao próximo no coração. Tornados varrem o país, tremores assolam Vila Madalena, porém estão todos cegos. Zagallo é o falso profeta, Émerfão é o final dos tempfos.
Estima-se que mais de seiscentas mil pessoas morram anualmente em todo o mundo, devido à crônica ignorância em relação ao fenômeno natural conhecido como relampo. Este post é uma tentativa, modesta, de dirimir os óbitos assim originados.
O primeiro e vulgaríssimo equívoco é o de que haja somente um tipo de relâmpago. Erro crasso. E se o raio mais popular é o azul, de energia negativa, trata-se justamente do que oferece menos perigo, atraído que é pelos pára-raios tradicionais.
Tendo uma capa de proteção fornecida pelos altos prédios da cidade grande, o homem urbano é atingido por raios protônicos, exatos opostos dos irmãos. Este raio é vermelho, lento, sem junções ou ramificações, e atraído por formas rotundas, mais estáveis.
A melhor proteção, portanto, em caso de tempestade, é utilizar roupas cheias de detalhes pontiagudos. Ajuda bastante um chapéu, talvez metálico, bem pontudo, como já usavam os sábios etruscos -- povo que desapareceu da Terra misteriosamente.
Andar descalço chapinhando a água, embora socialmente pouco aceitável, também é uma medida de segurança interessante. O raio protônico sai unicamente da terra para o ar, e se você estiver em equilíbrio iônico com o chão, a probabilidade de que vá para seu lado é bem menor. Para quem é germófobo, uma saída seria o uso de chuteiras com travas de ferro, e o mínimo de material isolante possível.
Também se aconselha andar com ímãs nos bolsos da frente, pois, se mesmo com todas as precauções acima, você tiver o baita azar de ainda ser acertado por um raio, é melhor ele queimar sua roupa do que atravessar seu corpo.
E como rezar não adianta, no próximo post ensinaremos a boa e velha dança do sol, a ser realizada com lanças, tridentes e espelhinhos até que a chuva pare. Além de convidarmos o professor Cabrera para explicar os perigos do monopolo magnético. Aguardem e confiem.
Descobriu que os arsenais das grandes potências equivalem a mais de dez mil quilos de TNT por pessoa do planeta. "Com tanto assim, não precisa nem explodir, basta esmagar!", disse chocado, estarrecido, escandalizado. Já eu, peço apenas que não venham me dizer que a guerra não seja um desperdício. Dez toneladas de TNT por pessoa? Eu queria a minha parte.
Por favor, tubos e conexões tigre, parem com esta campanha do miquinho e tragam de volta a Joana D'Água, melhor personagem de toda nossa história televisiva.
Fuja do mico, use Joana D'Água!
I Am a: Chaotic Neutral Gnome Thief/Bard
Alignment:
Chaotic Neutral characters are unstable, and frequently insane. They believe in disorder first and foremost, and will thus strive for that disorder in everything they do. This means that they will do whatever seems 'fun' or 'novel' at any given time.
Race:
Gnomes are also short, like dwarves, but much skinnier. They have no beards, and are very inclined towards technology, although they have been known to dabble in magic, too. They tend to be fun-loving and fond of jokes and humor. Some gnomes live underground, and some live in cities and villages. They are very tolerant of other races, and are generally well-liked, though occasionally considered frivolous.
Primary Class:
Thieves are the most roguish of the classes. They are sneaky and nimble-fingered, and have skills with traps and locks. While not all use these skills for burglary, that is a common occupation of this class.
Secondary Class:
Bards are the entertainers. They sing, dance, and play instruments to make other people happy, and, frequently, make money. They also tend to dabble in magic a bit.
From What D&D Character Are You? (via mojo)
Sim, eu sei que todos querem um pouquinho de mim. Mas esclareço desde já que não pretendo governar este país; prefiro a eterna condição de príncipe herdeiro.
E se fosse necessário? Olha, minha filha, sacrificar-se em prol do bem comum é a definição de tolice. Governar o Brasil, sinceramente... eu tenho coisa melhor pra fazer.
Terra de trastes e contrastes; cantemos novamente...

Olha, olha, olha, olha a água mineral
Água mineral, Água mineral
Água mineral do Candeaaal
Você vai ficar legal!
Piriri, piriri, piriri.
A seleção bem à beça, e esses miseráveis chorando por causa de uns trocados, ventilando presuntada, querendo estragar a semana. A peste sobre vossas duas casas.
Que mais dizia o fetichista de Avon? "Let me have men about me that are fat".
"Arte não tem valor de troca", blasfemavam alguns capiolas na universidade. "A arte pela arte", bradavam outros. A meu ver, toda arte que não é por dinheiro deveria ser por dor-de-barriga. Se é tão ruim, que nem sua mãe vai comprar, devia ser pago em purgantes. E o artiste, forçado por lei a tomar.
"Tomou?", perguntou o elefante à vaquinha.
"Não creio num Deus sem salame", já dizia o renascentista, e acho muito bonito que todo povo tenha descrenças específicas, de caráter tão pouco zoomórfico. O Deus português não só usa tamancas e deixa um lápis atrás da orelha, como rouba no troco, usa bigode e tem cabelo no sovaco mesmo se for mulher.
O Deus brasileiro, fácil constatar, come farofa, bebe cachaça e mora num conjunto habitacional especialmente projetado por Oscar Niemeyer. Trata-se de um Deus muito lamentável, mas é melhor que o ariano, que Nietzsche afirmou dançar, naquela que é a declaração mais gay de todos os tempos -- exceção feita a "eu adoro provocar".
Aguardo o dia em que todos esses Deuses desçam à Terra pra sair na pancada. Só espero que não seja no pay per view. Se for, prefiro uma solução dialética. Coisas como admitir que cada povo contenha em si uma centelha divina, e que estejam todos certos.
O problema é que se isso fosse verdade, o quadro seria tão demoníaco, que é melhor ser ateu. Donde se conclui que o melhor é as diferentes civilizações baixarem a bola, e fazerem menos restrições. "Não creio num Deus de peruca". Já está bom.
Prevejo revolução para as nove e trinta, se não der praia.
Não, a revolução não virá, esqueçam. Já podem escovar os dentes.
Qualquer revolução seria boa, pra melhor; mas ao contrário do que supunha o missivista, no Brasil só floresce o que é ruim. O que nos faz indagar: "pra que tanto spam do bem?"
Pensar que dará certo não é o pior, mas sentir-se bem por fazer isso aos amigos. Sentir orgulho, incitar a comunidade. Um povo minhoca, as duas extremidades são iguais.
Zagallo, nossa maior legenda, entrará para a história não como o único tetracampeão do mundo, o inventor do revolucionário ponta formiguinha, ou o supersticioso mais chato de todos os tempos (supersticioso tem 13 letras), mas como o criador da pior proposta possível para se melhorar o futebol: "façamos jogos de 120 minutos! só faltam 30!"
A propositura, para os gnomos de Southpark, tomaria a seguinte forma:
1. estender em 30 minutos a duração das partidas
2. ? ? ?
3. grande futebol
Já os atenienses chamariam isso de non sequitur, fariam com Zagallo o que Deus castiga, embrulhariam pra presente, e enviariam a Asclépio, mode não enfurecer os oraclo.
Zagallo, tantas as más lembranças, que me calo. Quantas inglórias viram estes olhos, que a terra há de engolir. Vai, vai, vai, véio lobo. Vai e não volta...
Jogam Belletti e Adriano? Como?
(Lúcio não comentamos, está por ali só pra aumentar a emoção)
Cesse tudo o que a jovem Musa canta
Que um valor mais antigo se alevanta
[foi mal, Radá, mas só consegui isso aí]
A nova garota mais bonita da escola, a nova coqueluche da cidade.
Nova? No way. Quando muito, revisitada. Pois numa sociedade idólatra e mitômana, impregnada de superstições, não poderia haver mais antiga profissão...
Em anexo, ases do nobre esporte, em ordem decrescente de eficiência e sanidade.

Senhor Peru

Mister Ceticismo

Oswald de Andrade

Rogério Skylab

Procurador Luiz Francisco

Olavo de Carvalho
No Brasil, só se resolve problema com grosseria: jamais fomos civilizados.
Usamos de força bruta para resolver causas simples. O direito ainda não nos foi bem apresentado. É como um cunhado indesejado, a quem cumprimentamos pra seguir vivendo.
E tampouco estamos familiariados ao conceito de guerra, para solucionar problemas em que não baste conversar -- todo aquele fogo e barulho nos parece alienígena, a ira dos deuses, algo com que não possamos lidar.
O europeu desprezava o índio; ainda mais que os gregos, os romanos. Eram superiores, suas culturas saíram intactas do contato. Quando se maldiz a morte da cultura indígena (oxímoro), não se menciona ser o resultado natural de sua inferioridade.
O ruim não foi a destruição de suas tradições. Mas que isso não implicasse civilização. Que lhes faltassem professores adequados.
Mas isso é uma introdução. Mais tarde completarei o post com fotos sensuais, em que minhas mãos fortes destróem parte do reboco do prédio, a fim de que se tome uma providência em relação a certas infiltrações...
"É preciso o rasgamento de fronteiras no ensino." (pró-reitora de graduação)
Porque convém pedir a um advogado intercessão.
A mim, em que sobram pecados mas falta dinheiro, restou pesquisar as entrelinhas do antigo testamento, no original em português. Paguei todos os meus pecados na ingrata empresa de encontrar loopholes nos dez mandamentos, mas logrei êxito. E o demonstrarei à maneira de Johnnie Cochran, pra provar que sou sublinhe...
(i) "Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás, porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam"
Este é o mais fácil: não farás para ti; nada sobre fazer pra vender.
Talvez algum chato infira que negociar esculturas seja servir-lhes; eles que levem uma punhalada de um fanático pra saberem o que é servir a um deus. Além disso, se as imagens forem de falsos deuses, não há problema, você vai estar até ajudando a possíveis satanistas. Não que você não possa fazer imagens de Satão; afinal, a ciência indica que ele não está nem no céu, nem nas águas, nem na terra, mas no NiFe incandescente do calor eterno.
(ii) "Não cometerás adultério."
Easy peasy, my fellows; basta seguir o exemplo do grande rei Davi, e mandar o marido da próxima pra frente da batalha. O único problema é que se livrando deste mandamento assim, você estará cobiçando e matando, mas isso também se ajeita. Vai por mim.
Em outras palavras: se você estiver na lista negra de São Pedro, vendo as demais saídas jurídicas por módica quantia, preço de ocasião. Aceitamos dinheiro vivo, bezerros de ouro, traveller's checks, chave do céu.
- Ernest
- Jar Jar Binks
- Jim Carrey
- tetraplégico pitbull de O Colecionador de Ossos
- o homem bicentenário
Hors Concours: qualquer versão de Os Batutinhas
Nossos heróis:

Ernest
>
Jar Jar Binks

Jim Carrey

Denzel Washington é rei

O Homem Bicentenário

os preferidos da casa
Uma seita de fanáticos religiosos, que manda você recortar os rótulos de suas bebidas e trocá-los por Deus nas agências credenciadas. Dizem eles que curaram milhões de homens e mulheres em todo o mundo, mas sempre que leio o programa dos doze* passos, tenho vontade de sair para comprar uma vodka, traficar caipifruta pra festinhas infantis.
(*) notem o caráter arcaico-imperialista da seita; em nação católica seriam dez. E no país do pró-álcool, apenas dois ou três, sem jamais pensar em largar a bebida de vez.

um veterano do programa nacional de combate ao alcoolismo