Repórter: What do you think of Western civilization?
Gandhi: It would be a good idea.
Dizem as más línguas que se a Grécia é o berço da civilização, a Rússia é seu almoxarifado. E dizem mais: dizem-na órfã, dizem-na bastarda, mas dizem sem pensar... pois, aqui, apresento-lhes A Genealogia da Civilização:

Para espanto da comunidade de Três Margens, Raimundo Ribeiro, o popular Chernobyl, foi demitido da Escola Municipal Coronel Professor devido a sua cabeça extra.
"Trabalho naquela escola há dois meses e nunca tive problema. Sou pessoa muito respeitada aqui no bairro, tenho duas bocas pra alimentar, não se faz isso com um ser humano", declarou a cabeça da direita ao Jornal Hontem.
Segundo o diretor, Chernobyl bebia porções duplas de café, vinha custando uma fortuna no dentista, e, apesar de repetir amiúde que "duas cabeças pensam melhor que uma", permitia que a outra dormisse durante as aulas, dando mau exemplo aos estudantes.
"O Left tem trabalho noturno, é natural que durma durante as aulas. E mesmo assim colabora em dia de prova pra diminuir a cola. A acusação deste homem é absurda."
E ao que tudo indica, a discussão terminará na justiça:
"Esse mutante me ameaçou quando foi demitido. Disse que o irmão não podia ir pra cadeia pelos seus crimes, riu da minha cara, debochou do estado de direito."
"Esse senhor é um mentiroso, uma fraude, e um canalha! Devia ser diretor de presídio de filme americano! O Left que é violento, todo mundo sabe disso!" [Chernobyl aponta com a língua para tatuagem do Che - com uma rosa entre os dentes - no braço esquerdo]

Cientistas garantem que desta vez é pra valer
Se todos os brasileiros dessem as mãos, seríamos capazes de dar a volta ao mundo quatro vezes. Um gesto muito belo, todavia inútil, vaticinarão os pessimistas. Mas com uma escolha adequada de ângulo e latitude, ah, lá se ia 99% da população...
Como Orkut dá cadeia, vendo o produto por meio deste singelo blog. Um é trinta, dois é cinquenta. Puro, da água Lindoya, sai a quarenta. Cobraremos 10% em caso de gíria.
Telefone para compras: 0800-17133190 (chamar por Barbosa)
PS: se souberes de outras comunidades na internet onde se venda sacolé, CDs de Charles Aznavour e drogas talvez ainda mais letais, contacta-nos. Pois Deus é favorável ao monopólio, e pai algum deseja ver sua filhinha assim:

A felicidade de achar um dinheiro esquecido no bolso da calça.
A poesia épica é um gênero futebolístico por excelência.
Narrar a grandiosidade de homens e nações usando tal forma constitui um dos maiores e mais ridículos equívocos da história humana -- os outros dois são o mate-pastor e a dieta do Carboidrato Amigo (a preferida de Ronaldo, novo Rei Momo do futebol).
Dizia, porém, de erros e poesia épica. Mais natural que o país do futebol sentir-se atraído pela monarquia de vez em quando, apenas que isso se demonstre um completo equívoco. Porque monarquia, sem um elemento religioso que a sustente, é como um saci sem pernas: não funciona. Pode comprar barrete Armani, cachimbo Magritte: não vai pra frente.
Então, se vocês querem mesmo um rei, a primeira coisa a fazer é mandar o alemão canonizar o Espiritual de Almeida ou o Waldir Amaral. Até lá, vamos baixar a bola.
A Vida das Térmitas, de Maurice Maeterlinck, poeta, dramaturgo e prêmio Nobel; autor também dos hoje clássicos Vida das Abelhas, Vida das Formigas, A Inteligência das Flores e, claro, O Pássaro Azul...
Apesar de se considerar um David Livingstone, MM não saía de casa nem nos apresentava nada de novo. Pelo contrário: não fazia senão recolher material em livros de quinta categoria, e, por meio de sinistros rituais esotéricos, baixava o espírito de Armando Nogueira, pra começar a escrever sobre o assunto. Uma página aleatória:
"Aqui apanhamos verdadeiramente em flagrante o que chamamos a inteligência, o instinto, a força criadora, o génio da espécie ou da natureza, a não ser que lhe dêem outro nome qualquer que pareça mais preferível e mais justo.
Normalmente, não há ser mais deserdado que a térmita. Não tem armas ofensivas nem defensivas. O seu ventre mole estala sob a pressão dum dedo de criança. Não possui senão uma ferramenta para seu trabalho obscuro e sem descanso. Atacada pela mais insignificante formiga, é vencida antes do tempo. Saia ela da sua sua guarida, sem olhos, quase de rastos, munida apenas de pequenas mandíbulas hábeis para pulverizar a madeira, mas inaptas para tragar o adversário, e mal transponha o limiar estará perdida.
E esta guarida, sua pátria, sua cidade, seu único bem, seu tudo, sua alma verdadeira que é a alma da sua gente, este santo dos santos de todo o seu ser, mais hermeticamente fechada que jarra de barro ou obelisco de granito, irresistível lei ancestral ordena-lhe que a abra em certos períodos do ano, escancaradamente..."
Sou favorável ao limite inferior de 80km/h diante de escolas.
Não que acredite o atropelamento deliberado de estudantes e professores vá melhorar o mundo. Até vai, mas penso na medida como o único método seguro de se determinar a qualidade de ensino da instituição.
Se não conseguem ensinar a garotada nem a olhar pros dois lados antes de atravessar, é melhor fechar. E se ensinam, mas não aprendem...
Brasileiro tem por credo que alguém com mais de quarenta anos que fale sobre política na tevê só pode ser um intelectual. E é claro que não basta parar pra ouvir, ainda vão danar a repetir trechos, como se algo dito por um intelectual, sobre qualquer assunto, em toda história humana, tivesse alguma relevância.
Mas o pensamento do Regular Chico é como aquela música:
Pus tudo isso no fogo (faró-fafá)
E remexi direito (faró-fafá)
Com a fome de um lobo (faró-fafá)
Eu enchi o meu peito (faró-fafá)
CHUCRUTES!
Os anos passam depressa no tobogã da vida, e começo a crer que, na verdade, gravidez indesejável é pleonasmo, mas apenas poucos pais percebem. Ainda assim, caro irmão, feliz aniversário. Sim, é semana que vem, mas vai cantando:
Só não mastigo tijolo (faró-fafá)
Porque me estraga os dentes (faró-fafá)
Ih, esquindei esquindei esquindô...
Lembrança de viagem é uma coisa tão ruim, que já vem no diminutivo: lembrancinha.
Nunca um parente que viajou à Holanda me trouxe um Van Gogh "de lembrancinha". E até hoje aguardo que amigas retornem da Alemanha com um BMW conversível pra mim.
Não, sempre as mesmas basculheiras, eu montaria uma loja de horrores com elas. E na pequenina loja, penduraria tábuas com frases, frases que não gostaríamos de ler:
A existência precede a decência.
Teste o freio, para não testar o pára-brisa.
Nada temos a temer, a não ser o próprio espelho.
Tu é da hora, Teodora.
Com o destino do país em suas mãos, Lula espalha pra todo lado.
Não tentem fazer isso em casa. Somos profissionais cremados.
Sério: é dificílimo escapar ileso de um blog. Se Jesus tivesse um blog, não conseguiria nem vender medalhinha de São Jorge, quanto mais ser elevado a Cristo.
Há exceções, é claro, mas isso era antes de existirem os blogs. Porque os blogs existiam antes que fossem criados, todos sabem, e depois que foram criados eles deixaram de existir. É uma coisa complicada -- mas não sou filósofo nem francês, então que se dane.
De qualquer forma, quem avisa amigo é. Salvo quando não é amigo, apenas inconveniente, então vocês façam o que bem entender. E uma campanha: ler não é importante; conseguir identidade falsa e se fingir de morto, é.
Estou reescrevendo a série do bruxinho míope de um modo que seja aceitável para a comunidade cristã. Espero faturar milhões. Porque mesmo pra queimar eles terão de pagar antes. Os títulos provisórios estão a seguir:
- Harry Potter and Saint Peter, the Stone
- Harry Potter and The Garden of Secrets
- Harry Potter and The Psalms of Azkaban
- Harry Potter and The Goblet of Wine
- Harry Potter and The Order of Swallow
- Harry Potter and The Half-Blood Jesus
Até onde pude constatar, seu livro possui dois problemas básicos: além de mal-escrito é estúpido. Claro que isso não é um problema em si, vide Paulo Coelho, não fosse o agravante de que muito sono engendra.
A fim de verificar se o problema era meu, e não do livro, li alguns trechos em voz alta para Nemo Nepomuk, o peixinho doirado de minha filha. Creia-me quando digo que fechou os olhos e dormiu o sono das crianças chatas.
Mas não desista, não desista, a enguia elétrica de minha primeira namorada morreu ao som de Agepê. E sabe-se que enguias sejam muito mais resistentes que peixinhos dourados. Para que exatamente servia a enguia, não sei, pois nunca li Nelson Rodrigues.
"It provides a forum for intellectual exchange among members. Its activities include the exchange of ideas by lectures, discussions, journals, special-interest groups, and local, regional, national, and international gatherings; the investigations of members' opinions and attitudes; and assistance to researchers, inside and outside Mensa, in projects dealing with intelligence or Mensa." [Mensa Constitution]
Estrela marketeira no céu azul,
Iluminando o caixa-um
Mensagem de amor e paz:
Nasceu Delúbio, chegou o Natal.
Uma cueca voando a jato pelo céu
Trazendo um Natal de felicidades
E um cheque em branco pra qualquer necessidade
Medalha. Medalha. Medalha.
Não reclamei do pênalti. Pelo contrário, insisti no julgamento do ordálio: roubado, não entra. Se bem que ontem, meus caros, não entraria nem a mais justa das penalidades.
Pois, sim, alegrou-me o título, porém nem posso dizer que vibrei. E minha fleugma se deve não à facilidade dos quatro a zero, merecidos, mas à rotina em que se converteu a conquista da Libertadores. É pena não inventem algo mais difícil que o mundial...
Seremos campeões.
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Dois stooges, divididos pela idade do espectador. Recomendável para menores de 6 meses. A quem duvide, recomendo o trailer. Se o trailer é maçante, o filme não pode ser bom.
À meia-noite de sexta pra sábado, no Espaço Literário Sebiolexia -- garagem na esquina da rua Travessa com o acesso à Av. Alameda --, o prosopoeta Zé Ribeiro lançará sua mais nova experiência literária, o livro "Aguia de Ouro". Um repórter cujo carro enguiçou no local, desesperado por uma matéria, entrevistou o dono de sebo e dublê de escritor.
Folha das 5:60 - Zé Ribeiro, por que o senhor escolheu o mesmo horário do lançamento do novo livro da série Harry Potter?
Zé Ribeiro - É preciso que alguém se oponha a este atraso capitalisterário. E eu o faço de modo sublime. Além disso, eu estaria trabalhando mesmo com a banquinha do cachorro-quente, então resolvi unir o útil ao agradável.
F.5:60 - O senhor faz idéia de quantos livros irá vender?
ZR - Faço: zero. Mas não serei a primeira nem a última vítima da ignorância alarmante de nosso povo. E se tive de bancar a tiragem com o suor do meu rosto, ao menos eu me sinto realizado. Se é pra melhorar o Brasil, dou de graça a quem se interessar.
F.5:60 - Isso aqui é chamex?
ZR - É, e usei Arial 7 pra economizar. A prefeitura não quis dar apoio, mas eu tenho um amigo na Câmera de Vereadores e ele me arrumou espiral pra 200 volumes.
F.5:60 (folheando um exemplar, num misto de nojo e espanto, com arroubos de entreguismo) - Há várias partes de seu livro com, hã, linhas pontilhadas. É este um dos recursos e experiências a que o senhor se referia enquanto eu propunha publicar a entrevista em troca de um exemplar de "O Cortiço" pra minha filha vestibulanda?
ZR - Exatamente! É genial. As partes em branco conferem universalidade. Mas, com a inclusão da linha seccionada, o leitor tem a oportunidade de completar ele mesmo as sentenças, dando um caráter totalmente particular à obra. É o átomo e o cosmos na mesma página.
F.5:60 - (sem falar que gasta menos tinta...) Ok, ok. O senhor gostaria de oferecer algum recado à jovem geração de escritores deste país?
ZR - Não desistam nunca. Quando eu comecei, fui ridicularizado por minha mulher. Depois eram os vizinhos quem debochavam de mim, e até induziam seus filhos a me picharem a porta da garagem. Mas agora eu estou no jornal mais lido do país, quero ver se alguém mais terá coragem de rir de mim. Se eu consegui, qualquer idiota consegue.
Ao escutar tal sentença, constatamos que não apenas o sujeito se estrepou, como provavelmente por uma razão tola feito um transplante de apêndice -- ou seria desnecessário insistir na correção de seus atos, exaltá-los aos prantos.
Mas não é sobre isso que desejo falar, até porque não desejo dizer coisa alguma. O baixo alcance vocal humano indica que a fala não passa de um efeito colateral da boca. E para uma demonstração cabal basta tomar um ônibus ou ir ao barbeiro.
"O número de mortos em Londres é inferior ao de um dia de Terror no Iracre!"
É mesmo? Impressionante... que desperdício você estar aqui na minha mesa, por que não vais fazer um doutorado em Sambone. Progênie embrionária de um fanático.
Fanatismo, um troço chato e estúpido, das piores invenções humanas. E o Islã é uma destas desgraças que têm o condão de gerar ou amealhar fanáticos. Deve, portanto, ser observado com desconfiança e atenção [mas não tanta atenção assim, pombas!, queremos espancar esses tapados quando ninguém estiver olhando.]
Mas eu dizia lá em cima que não falaria de heróis, então permitam que me contradiga. Heróis... bons, só no cinema. Geralmente uns tolos fanáticos; e a tal ponto, que não é necessário sequer indagar trivialidades do gênero de "se a continuidade não é de modo algum o traço mais conspícuo da história", e "nenhuma questão atual é ou já foi inteligível em termos de sua história", herói como, herói pra quem, herói quando?
Muita desconfiança destes heróis por aí, de alcance espaço-temporal tão questionável; até os vilões se afiguram mais estáveis, confiáveis. E se não há metal mais estável que o ouro, não é à toa que lhe caia a peja de grande vilão.
Outros vilões:
- democracia
- diamantes
- lance armstrong
- a morte do teatro
- a burrice humana
I'm waiting for the man
A hundred thousand dollars in my underpants
Turnglasses, 1-2-5
Feel sick and dirty, more dead than alive
I'm waiting for my man
Hey, dusky boy, what you doin' uptown?
Hey, dusky boy, chasin' congressmen around?
Oh pardon me sir, it's furthest from my mind
I'm just lookin' for a dear, dear friend of mine
I'm waiting for my man...
[The Velvet Underpants, disco do Bananão]
Seria fácil prosseguir, mas fiquem com uma bonus track
What goes on in your mind?
I think that you are falling down.
What goes on in your mind?
I think that you are upside down.
Lula, be good, drink what you should, you know it will work alright.
Lula, be good, tell them what you should, you know it will be alright.
You're going up, and you're going down.
You're going from side to side.
See the stars, red in the sky,
Somebody's cut their strings in two.
Lula, be good, drink what you should, you know it will work alright.
Lula, be good, tell them what you should, you know it will be alright.
One minute born, one minute doomed,
One minute up, one minute down.
What goes on in your mind?
I think that you are falling down.
Lula, be good, drink what you should, you know it will work alright.
Lula, be good, tell them what you should, you know it will be alright.
Un mamut chiquitito quería volar
probaba y probaba y no podía volar
Un vampiro, su amigo, lo quiso ayudar
y de un quinto piso lo hiso saltar
-- companhero, quê pasó? --
Mierda, el mamut se hiso mierda (bis)
Un mamut chiquitito quería tomar
probaba y probaba y no podía tomar
un caneco, su amigo, lo quiso ayudar
y 6 litros de wiski lo hiso tomar
-- companhero, quê pasó? --
Cirrosis, al mamut le dió cirrosis (bis)
Un mamut chiquitito queria mandar
probaba y probaba y no podía mandar
Un ministro, su amigo, lo quiso ayudar
y 500 deputados lo hiso comprar
-- companhero, quê pasó? --
Crisis, al mamut le dió crisis (bis)
Un mamut chiquitito se quería explicar
probaba y probaba y no se podía explicar
Un burro, su amigo, lo quiso ayudar
y con 100 jornaleros lo hiso improvisar
-- companhero, quê pasó? --
Se murió, el mamut se murió...
Se murió, el mamut se murió...
[Arranjo de mozart, letra de Vanderley Luxemburgo]

Toda manhã, na ESPN. E desta vez não dá Armstrong.
Segundo Frank, um famoso historiador, o homem primitivo acreditava no poder mágico da palavra, que houvesse uma relação biunívoca entre termo e objeto, que conhecer o nome d'algo seria dominá-lo. Ou pelo menos tirar uma casquinha.
Pra variar, os antigos estavam errados. Mas, porque me convém, prefiro crer que haja um fundo de verdade nessa história toda, que o nome seja uma das chaves da fortuna, e por isso conclamo a nação a alterar o nome de nosso torrão, publicando o seguinte
Manifesto Brasil Nunca Mais:
Quando Júlio "todos os esgotos levam a roma" César invadiu a costa da Grã-Bretanha (ui), pensou que aquela obscura (noffa) região seria apenas mais uma presa fácil. E foi mesmo. Mas foi lá, também, que César que cometeu seu maior erro, tirante aborrecer o Senado com longos discursos: alterou o nome da região.
E como demonstram a história e a numerologia, foi então que os pretani, ou pretões, passaram a crer nas próprias virtudes. Resultado: nem dois mil anos depois já estavam dominando o mundo. E ainda arranjaram tempo pra inventar o sapateado e o jogo de futebol -- sem dúvida, as maiores criações humanas.
Mas tergiverso; o ponto é que Brasil não deu certo. Por que então não voltar às origens, usar o termo de quando nossa terra era mais garrida, e nossa vida, mais amores?
Nada de Pindorama, claro, essa invenção de antropólogo metido a linguista. E muito menos Misr, provocação barata de argentinos e grupos de axé-music. Mas o nome pelo qual, do Oiescroque ao Chuí, nossos pais guaranis chamavam à Deusa Terra, em suas imprecações diárias: Burma. Ou, em bom tupi, Birmânia.
Confira comigo no replay: Birmânia, é dela a camisa número dez. Uma terra pra se amar, uma grande civilização, com método seguro de evitar a contravenção. Incha o peito e solte o grito da garganta: Brasil nunca mais! É hora de darmos as mãos e construirmos uma nação de verdade. Se não der certo, tudo bem: nós sempre teremos Ubatuba.
A nota é três! Dois pontos pela sincronia, menos um pelo timing (na véspera seria mais proveitoso), menos um pela execução (o melhor aproveitamento foi do rapaz que errou, no ônibus) e três pelo senso de ironia histórica (explodir o metrô londrino é legal).
O ataque a NY continua na frente, com nove e meio. E o de Madrid, na rabeira: nota 2, e só porque conseguiu uma mudança no executivo.
Não se deve "dar o peixe", mas soluções permanentes. Por exemplo, esperar que a seleção natural faça o africano encolher e se alimentar de larvas e insetos. Talvez demore um milhão de anos, talvez cem mil; é esperar pra ver.
Além disso, a doutrina dos direitos humanos é antinatural e ridícula; quase tão ridícula quanto seus proponentes. Pra se conseguir algum direito, ao longo dos séculos, foi necessário pancadaria da grossa. Mas hoje em dia o pessoal fica revoltadinho por qualquer bobagem, bate o pé, faz beicinho, julga-se altamente injustiçado. Fumar jiló pra ver o que é bom...
Depois de encher a terrina pela conquista de mais uma Olimpíada, o cordial povo bretão tornou à sua vida normal, enfrentando imensas filas para o lançamento do sexto livro da série Harry Potter. E como já dizia a propaganda do governo, fila e bebida não se combinam; tinha de dar nisto mesmo: barbárie, selvajaria, um banho de sangue.
Mas se a propaganda governamental até é aceitável, o que diz o Regular Percy diante das câmeras, não. Vejam o nível das declarações:
"We shall have no truce or parley with you, or the grisly gang who work your wicked will. You do your worst, and we will do our best... We do not expect to hit without being hit back, and we intend with every week that passes to hit harder. Prepare yourselves then, my friends and comrades, for this renewal of your exertions. We shall never turn from our purpose, however sombre the road, however grievous the cost, because we know that out of this time of trial and tribulation will be born a new freedom and glory for all mankind."
Mas de um povo que se sujeitou a repressão sexual por conta de uma rainha feia e hemofílica, que mal sabia falar inglês, não se pode esperar nada mesmo.

Você confiaria a saúde de seu melhor amigo a este homem?
Gostaria muito, como alguns amigos, de me emocionar profundamente com a derrota de um time inimigo. Ser um destes que enchem a boca para se dizerem Brasil, Vasco da Gama, e qualquer um que jogue contra o Flamengo. Ocorre, porém, que não sou idiota.
Não me deleito com o sofrimento alheio, justamente porque me é alheio. Mas, infelizmente, alheias não são as comemorações. E porque barulhentas e repetitivas, sou forçado a torcer contra. Torço contra até o meu time; se bem que, convenhamos, não tem sido tarefa das mais difíceis nas últimas rodadas.

Believe it or not, George isn't at home; please leave a message at the beep...
O estado do Rio de Maneiro -- ou seria o município de Rio do Pandeiro?, é algo assim --, resolveu seguir o exemplo revolucionário do estado de Capim Canela (MS), e abolir o quadro-negro.
Nada a ver com medidas racistas, elucido logo, referimo-nos à lousa verde em que os professores, se não expressam sabedoria, pelo menos provam que o magistério serviu pra melhorar a caligrafia.
"Mas por quê? É por causa da visão dos alunos?", indaga o caro leitor. "Claroquenão", respondo com a boca cheia de pão e café. Devemos a medida aos males terríveis engendrados pelo giz ao professor: estresse, inflamação das cordas vocais, e, suponho, perda de 100 ou mais pontos de QI.
Na verdade, a única coisa que importa aos alunos é saber se as meninas continuarão ou não assistindo a tia na hora de apagar o quadro. E se haverá tanto movimento quanto antes. Pesquisa encomendada ao Data Falha indica a preferência da jumentude por quadros de lixa, ou mesmo escrita cuneiforme. Mas precisando de bastante água e espuma para limpar já está bom.
Maybe I didn't treat you quite as good as I should
Maybe I didn't love you quite as often as I could
Little things I should've said and done, I never took the time
You were always on my mind
You were always on my mind
Sei que eu estive ausente quando precisou de mim
Eu fui tão inconseqüente, insensível, te perdi assim
Hoje estou consciente que errei, de todo o mal que te causei
Vim aqui pra te dizer (vim aqui pra te dizer)
Que eu só penso em você...
Mas não aqui. Decorrida a última volta do ponteiro da prorrogação, concluímos que o onze de setembro pode ser usado como metáfora pra qualquer coisa, e que, forçando a barra, qualquer coisa possa ser vista como uma metáfora para onze de setembro.
Que coisa terrível. Já cansou; na segunda semana já cansara. Minha proposta para o novo milênio é que o onze de setembro seja esquecido como os pecados de Hamlet. Deitemos uma pá de cal. Ou deitemos a pá na cabeça de quem proferir tal data, God's sake.
É como à época da Revolução Francesa, quando tudo se convertia em razão para citá-la. Foram necessárias décadas de imperialismo, fascismo e comunismo para se baixar um pouco a poeira, e mesmo assim não estou certo de que pra melhor.
E agora, o Setembrismo. Onze de setembro só falta virar nome de clube de futebol. E os villageleaders berrando "me dêem um S, me dêem um E." Ora, vão dar logo o fiofó.