Ontem aprendemos no Fantástico que a Terra está viva, é mulata já quase azul, e talvez até saia no Salgueiro.
De acordo com o cientista e gaiato Jim Lovelock, Saturno coleciona anéis, Urano é mano perigoso, e nossa querida Gayza é de Vênus e nasceu virada pra Lua.
Mas nem tudo são flores: o homem mau quer inverter seus pólos novamente, ainda que de Marte não obtenha senão a esterilidade...
Neste meio tempo, nossa Terra sofre os revertérios de qualquer adolescente rebelde em busca de autoconhecimento e sexo barato. Tenta se vingar mas só machuca a si mesma. Sofre de gases por conta de uma dieta desbalanceada. Fica mareada com qualquer litro a mais. Topa banhos-de-sol indevidos, sofrendo com isso insolação e queimaduras graves.
Felizmente, Bono Vox, pai e exemplo, transformará ao menos esse último quadro. Pra quem já erradicou a fome, a miséria, o bom-gosto e as guerras, arranjar baldes de protetor solar e uns óculos escuros espalhafatosos é o de menos.
Grande Boina, é "o cara". Só falta aprender a cantar, mas não se pode ter tudo. E ele tem estado muito ocupado para cuidar de coisas tão menores e abstratas como a música, a arte, ou o mero senso de ridículo.
Sempre disse que não gosto de filmes de ação. Pois não fossem as péssimas atuações, morreria de tédio.
Disseram, há muito tempo, que o futuro do teatro era o canastrão. Porque o canastrão era toda sua história, que sem ele não havia teatro. Continua verdade*, e aliás caso particular de uma outra: a de que raramente as pessoas de valor sejam reconhecidas -- quando isso por acaso ocorre, tenha certeza de que o foram pela razão errada. Mas essa é uma verdade chata, portanto a ignoremos e voltemos ao ponto.
(*) e se não for, altero a verdade para um simples "não existem bons atores". Pois não valendo o caso específico, ignorarei ainda mais a regra geral, e bastará verificar a lista de agraciados do Oscar para constatar: há atores nulos, atores ruins, nossos grandes astros e o quico.
O mundo não teria a mesma graça se Arnold Schwarzenegger declamasse Shakespeare em inglês fluente -- ou pelo menos com projeto de despoluição. Ou se The Rock não erguesse a sobrancelha fatal. Porque o filme já é ruim, se o ator não for muito mais, não tem como assistir. Trata-se de um fato.
E mesmo que o filme tenha qualidades, algumas péssimas atuações podem constituir inestimável contribuição, como no caso de Pulp Fiction -- que reúne um dos piores elencos já montados. Pulp Fiction é uma espécie de ode à má atuação, e portanto ao Cinema. Ode certamente muito mais lírica e sensível que um Cinema Paradiso; só é pena que não chamaram o Al Pacino pra berrar um pouco...
E assim chegamos ao momento inevitável do post, sua razão de ser, undererê, a lista de meus 13 maiores canastrões:
13 - Woody Allen
12 - Willy Wonka
11 - John Belushi
10 - Join Arnold
9 - Joe Pesci
8 - Marlon Brando
7 - Robert de Niro
6 - Menino Fantasma em 3 Solteirões e 1 Bebê
5 - Al Pacino
4 - Jack Nicholson
3 - Christopher Walken
2 - Mel Brooks
1 - John Travolta
Hors concours: Zero Mostel.
Ginger & Fred, Batman & Robin.
O Bom, o Mau e o Feio.
Herbie, o fusquinha turbinado.
Sempre que me diziam que "o maior adversário do Brasil nesta Copa é o próprio Brasil", eu era tomado por uma convicção quase religiosa de estar diante de um perfeito imbecil.
Mas de tanto falarem, ou errar feio na loteria esportiva, comecei a crer que me revelavam a Verdade. Juro. Uma Verdade Metafísica, uma Verdade Matemática. E que portanto só estava faltando alguém demonstrar. Mas agora não falta mais. A prova de que o Brasil seja o seu maior adversário na Copa:
Dida: tão burro quanto aparenta. Atabalhoado pra sair do gol, erra passes de meio metro, e é um incorrigível frangueiro. Frangueiríssimo. No passado, defendeu pênaltis cobrados à sua direita; mas depois o pessoal deu reparo.
Cafú: pra que serve um lateral que não sabe cruzar? Só se for pra confundir os adversários. Sua única virtude, um formidável preparo físico, foi pra cucuia há tempos, razão por que consagrou-se como o recordista de faltas na última Copa. Mas nesta ele promete se superar.
Lúcio: sua principal jogada é ir ao ataque perder a bola. Depois ele se destempera e passa a distribuir chutões. Nos companheiros, nos adversários, nos bandeirinhas; indiscriminadamente.
Roque Júnior: surpreende que não tenha feito a vida no Japão, vez que o ippon em lances de bola parada seja sua característica mais marcante -- mais até do que o cabelo. Ultimamente, vem sendo substituído pela eterna promessa Juan, zagueiro discretíssimo, que se sustenta via o mito vago-específico de um certo apuro técnico, que Popper jamais considerou cientificamente falsificável.
Roberto Carlos: lateral que só faz cobrar lateral. Criador da fabulosa biciscrota, fez três gols de falta na vida, e é natural que por isso sua poderosa canhota seja mundialmente celebrada. Possivelmente, o jogador mais mascarado de toda história (não só do futebol, mas de todos os esportes), e por isso humilhado regularmente em competições de âmbito mundial, nacional, ou interbairros. Prefiram o cantor.
Emerson: voltante fundamental para a conquista de 2002, ao se contundir na véspera do torneio.
Zé Roberto: nem ele sabe bem o que está fazendo por ali, quando Juninho Pernambucano é um dos melhores segundos volantes do mundo -- posição que, junto com a ponta esquerda, é onde se costumam alocar os cafés-com-leite toda pelada.
Kaká: a mediocridade levada às últimas conseqüências. Jogador nota 7. Seu recorde foi um 7,5, ocasião em que apanhou de cinta. Regularidade ali é mato.
Ronaldinho Gaúcho: o melhor do mundo, a magia do futebol brasileiro feita carne. Mas só quando joga pelo Barcelona, que ninguém é de ferro.
Ronaldo Bussunda: já foi um grande atacante; agora é um atacante grande. Ou extra-grande, dependendo da marca.
Adriano: fez uma boa temporada, e só. Sua principal jogada, mandar o canudo da entrada da área, impressionou no começo, mas agora é facilmente marcável. Muito brucutu, eventualmente realiza uma jogada de nível mediano, surpreendendo a zaga adversária. É nossa maior esperança.
Quod Erat Demonstrandum. E isso sem nem falar do Zagallo.
Em breve analisaremos os reservas, as pinturas de Parreira, as viúvas de Garrincha, e, se não rolar um trem da alegria em junho, o caixa-dois de Ricardo Peixeira.
Nas últimas semanas, Aberto Dines tem feito uma série de acusações ridículas contra um dos melhores colunistas do país. Acusações profundas feito as de um troll, sem graça como as dos piores blogueiros... num tom de asco, ultraje e superioridade moral, e repetidas à exaustão.
Mentiras e deformações repetidas à exaustão para indigentes mentais. A tática não surpreende por várias razões. Entre elas, porque sabe-se que numa guerra (à vera), os inimigos incorporam rapidamente as táticas adversárias. Vindo de um judeu, não se poderia esperar nada diferente.
Vai, começa a chorar agora. Lágrimas de esguicho. Que ultraje! Ai, creuza. Ai, chuchu. Vai dar meia hora de cu, vai.
PS: jamais peçam ao Aberto Dinho que deixe de ser ridículo. E muito menos que interprete um post, pois espessas são as escamas do olheiro, não resta ali qualquer esperança. Incapaz de distinguir mesmo uma anedota de uma tese de mestrado (admito que às vezes não é fácil), os resultados seriam aterradores. Como sempre.
Graças a Deus, estou indo para a Austrália, morar bem longe da Impávida TV Colosso. Chega de Aerolula, chega de Cangaço, chega de Saudade.
E para não dizerem que não pisei em flores, confesso que sentirei falta de molestar nossas mocinhas na praia. Claro que lá também pode, mas depois não dá pra se justificar dizendo que aquilo era só um protetor solar...
O Brasil tem de ser morto e enterrado bem fundo, lá do outro lado da Terra.
"Só a direita burra e os safados dizem que marxismo e stalinismo são a mesma coisa." (Ferreira Gullar)
Sílvio Santos indaga: Ferreira Gullar, você troca seu cérebro e sua experiência de vida por uma cesta de laranjas?
Li nas notícias que em sua estadia pelas Forças Armadas, o príncipe William teve de dormir no chão.
É realmente admirável o alto quociente intelectual de uma instituição que imagine o ato de dormir no chão transformará o próximo numa pessoa melhor.
Eu mesmo já tive de dormir no chão várias vezes -- algumas com um lençol sobre roupas sujas, é verdade --, e jamais me ocorreu que houvesse qualquer efeito duradouro, além da insuportável dor de coluna pra semana.
Qual o quê: estava aprendendo.
Isso, isso, isso. Além de príncipe herdeiro, já tenho treinamento básico. E se minha suposição estiver correta, e lavar roupa na mão for todo o arcabouço teórico necessário para o reinado, pode fechar tudo, que eu já estou preparado.
Já lavei quilos, muito a contragosto. E teve uma vez também que eu tive de lavar a louça do churrasco, uma coisa assim. Melhor que isso, só o Lula mesmo que vocês vão arranjar. Votem Monarquia. Ajoelhem-se perante Zod, filhos de Jor-El. Viva World Cup. Viva Esso.
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Dia 27 de janeiro, num portal próximo a você
Porque duas mães ninguém aguenta.
E duas mães bichas, muito menos.